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Colômbia determina militarização de cidade portuária após crimes violentos "Vamos enviar forças especiais para a captura de grupos criminosos que atuam na região", declarou o ministro da Defesa colombiano, Juan Carlos Pinzón

Agência Brasil

Publicação: 21/03/2014 14:36 Atualização: 21/03/2014 14:52

O Ministério da Defesa da Colômbia determinou a militarização da cidade portuária de Buenaventura, costa pacífica colombiana, na tentativa de capturar integrantes de gangues criminosas que aterrorizam moradores com mutilações, esquartejamentos, assassinatos e desaparecimentos. É a segunda vez que o município é militarizado este mês.

“Vamos enviar forças especiais para a captura de grupos criminosos que atuam na região”, declarou na manha desta sexta-feira (21/3) o ministro da Defesa colombiano, Juan Carlos Pinzón.

A cidade tem população de quase meio milhão de pessoas e abriga uma significativa comunidade afrocolombiana. Cerca de 80% da população é composta de afrodescendentes. Na região também atuam gangues organizadas de bandidos, chamadas de bacrins (do termo espanhol bandas criminosas), como Los Urabeños, La Empresa e Los Rastrojos.

Segundo analistas, organizações não governamentais e a imprensa colombiana, o governo do país perdeu o da cidade que é comandada por essas gangues. A população vive em situação de extrema insegurança, com toque de recolher, comércio fechado e constante interrupção de aulas, por exemplo.

Apesar dos problemas e violações constantes de direitos humanos, a cidade abriga o mais importante porto marítimo da Colômbia, responsável por 60% do escoamento e chegada de produtos ao país.

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É pelo porto de Buenaventura que a Colômbia escoa boa parte dos produtos que exporta e importa, provenientes de tratados de livre comércio com os Estados Unidos, a Ásia e com a Aliança do Pacífico (bloco econômico que reúne Chile, Colômbia, México e Peru).

O governador do departamento Valle de Cauca, onde fica a cidade de Buenaventura, Weimar Delgado solicitou a militarização do município há 15 dias, depois de denúncias de que integrantes das gangues esquartejavam e mutilavam pessoas da cidade.

Um dos crimes recentes divulgados pelo próprio governador foi o assassinato de duas mulheres e um homem que foram desmembrados pelos criminosos. A população tenta reagir e chamar a atenção para os crimes.

Na semana passada e nesta semana foram realizadas duas marchas para pedir segurança e o fim da violência. Há relatos de desaparições de pessoas que participaram das marchas.

Alguns estudiosos consideram que os grupos que atuam na região tem características paramilitares, mas o governo do país recusa a denominação e prefere qualificá-los como “gangues criminosas comuns”, que praticam mineração ilegal, extorsão e narcotráfico.

Há indícios e relatos de que alguns dos integrantes dessas gangues seriam das Autodefesas Colombianas (AUC), extinto grupo paramilitar, desmobilizado em 2006. Nos últimos quatro anos, Buenaventura foi considerada a cidade do país com maior número de desaparições forçadas: 153 casos foram registrados no período.

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