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Cabral diz que receberá apoio federal para enfrentar ataques a UPPs no Rio "Solicitamos à presidenta Dilma e ao governo federal o apoio das Forças Federais no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro", disse Cabral

Agência Brasil

Publicação: 21/03/2014 16:00 Atualização:

Na segunda-feira (24/3), comandos da segurança pública estadual e federal vão se reunir no Centro Integrado de Comando e Controle, no Rio de Janeiro, para definir novas medidas (Marcelo Carnaval/Agência O Globo)
Na segunda-feira (24/3), comandos da segurança pública estadual e federal vão se reunir no Centro Integrado de Comando e Controle, no Rio de Janeiro, para definir novas medidas

O governo federal vai enviar apoio às autoridades de segurança pública do Rio de Janeiro para ajudar o estado a enfrentar os ataques às comunidades pacificadas. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (21/3) pelo governador Sérgio Cabral e pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

“Solicitamos à presidenta Dilma e ao governo federal o apoio das Forças Federais no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, que se faz necessário neste momento em que o crime organizado tenta, com o avanço da política de pacificação, desestabilizar a presença da polícia nessas comunidades com ataques covardes, gerando pânico e o distúrbio nas comunidades e fazendo vítimas entre policiais militares e civis”, disse Cabral.

As ações, no entanto, não foram detalhadas. Na segunda-feira (24/3), comandos da segurança pública estadual e federal vão se reunir no Centro Integrado de Comando e Controle, no Rio de Janeiro, para definir novas medidas. Até lá, Cabral disse que a segurança pública está garantida, com todas as forças policiais do estado de alerta.

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“Até segunda-feira adotaremos medidas da área de segurança pública do Rio de Janeiro, que já estão sendo tomadas, e também não posso adiantá-las, mas vocês podem estar certos que já estão sendo tomadas medidas pela nossa Polícia Militar (PM) e pela Polícia Civil (PC). Estão todos convocados extraordinariamente. Não vamos esperar a segunda-feira, estamos agindo desde hoje, sábado e domingo, e vamos continuar agindo na semana que vem, já com a efetividade do apoio federal. Não estamos parados, estamos agindo”, disse.

Perguntado sobre o o envio de homens da Força Nacional de Segurança ou de utilização do Exército na operação no Rio, o ministro Cardozo disse que as ações não serão reveladas. “As perguntas que vocês me fizerem sobre que forças vão intervir, onde vão intervir ou como vão intervir, eu não poderei responder. Questões de segurança pública são tratadas sigilosamente. Depois, tanto eu quanto o governador Sérgio Cabral prestaremos contas de tudo que foi efetivamente feito e do nosso plano, mas antes tem que ser feito e executado”.

Segundo Cabral, o enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro está em um momento crucial, diante da constatação de que os ataques foram organizados para desestabilizar as unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) já instaladas e o avanço da política de pacificação nas comunidades.

“É um momento em que as UPPs estão sendo checadas, provocadas, há uma tentativa clara de desmoralizar uma política de pacificação que fez do Rio de Janeiro uma referência em termos de ocupação territorial, de presença permanente e garantia de que a partir dali a vida das pessoas que lá moram tenha melhorado. Os avanços são contundentes e essa marginalidade enxerga nesse momento uma possibilidade de fragilizar esse projeto”.

O governador disse que não “há nenhum constrangimento” do estado em pedir ajuda federal para controlar a situação da segurança pública, e que as duas esferas devem estar juntas para enfrentar o crime organizado. “A marginalidade tenta reocupar territórios, tenta desmoralizar a nossa polícia, e o Estado é um só. O Estado tem de se mostrar forte, unido, capaz de debelar o crime organizado”, avaliou.

Também participaram do encontro com a presidenta o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, o secretário de Segurança do estado, José Mariano Beltrame, o chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luís Castro de Menezes, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi.

Esta matéria tem: (7) comentários

Autor: Lédio Ferreira
É puro medo de que não haja Copa, pois como certa vez dissera o Gal. Figueiredo, "se os moradores dos morros invadirem o asfalto não há exércitos que os detenham". | Denuncie |

Autor: jose manoel mendes
Alguém, talvez a presidente, ordene que Beltrame, participe das rondas, nas favelas "dominadas", pelas UPPs. No ato, pedirá exoneração do cargo, pois só tem coragem para mandar, mas para agir é medroso. Onde estava quando mataram os policiais?. (estava bem longe)Vai dizer que não é função dele. | Denuncie |

Autor: jose manoel mendes
atuarão como cegos, pois não conhecem os morros. E agirão, como "manés", pois não conhecem as artimanhas dos meliantes dos morros. Morrerão também, pois os ataques não são para assustar, mas sim para matar. Enquanto as leis, forem estas, muitos filhos de policiais, ficarão órfãos precocemente. | Denuncie |

Autor: alvailton santos
A segurança é e sempre foi de responsabilidade do governo Federal que teima e não assumir a suas responsabilidade. | Denuncie |

Autor: carlos cruz
É trocar 6 por meia-duzia. | Denuncie |

Autor: Antonio Silva
O Governo Federal posa de "salvador" da segurança pública. Esse é o maior engodo do Brasil. Os gov.estaduais tem parcos recursos, mas são os responsáveis pela seguranca regular (polícias civil e militar). De que adianta 50-100 soldados da Forca Nacional, se 20mil policiais estaduais nao deram conta? | Denuncie |

Autor: Rogério Galhardi
Poderiam começar com grampos nos telefones dos policiais que atuam nestas UPPs. iam descobrir tantas coisas... | Denuncie |

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