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Prefeitura do Rio classificará pontos turísticos por grau de acessibilide A pesquisa foi elaborada no ano passado e avaliou o local e o entorno desses pontos, como calçadas e estacionamento para pessoas com deficiência

Agência Brasil

Publicação: 25/03/2014 17:48 Atualização:

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro entregou nesta terça-feira (25/3) um diagnóstico de acessibilidade, com plano de orientação, para gestores de 250 pontos turísticos do Rio, incluindo estações de embarque e desembarque de diferentes meios de transporte. A pesquisa foi elaborada no ano passado e avaliou o local e o entorno desses pontos, como calçadas e estacionamento para pessoas com deficiência.

Os estabelecimentos foram classificados em bronze, prata, ouro e diamante, de acordo com grau de acessibilidade. A secretária Georgette Vidor explicou que uma equipe técnica vai acompanhar as adaptações dos locais em que a acessibilidade é ruim ou nula, que receberam bronze ou prata.

“Hoje, entregamos a todos esses locais uma cartilha com a sua avaliação. Até 31 de julho, se eles quiserem manter uma qualificação melhor que a de hoje, podem nos enviar um projeto com as adaptações que possam reclassificá-los com melhor posição”, disse ela. Participaram do encontro centros culturais, museus e representantes das empresas de transportes públicos urbanos. “Nossa intenção é motivar esse grupo a se adequar e se tornar cada vez mais acessível”, explicou. Alguns estabelecimentos, segundo ela, já haviam feito modificações para melhorar a acessibilidade logo após a primeira visita.

Os certificados definitivos e adesivos sobre porcentagem de acessibilidade dos estabelecimentos serão entregues em cerimônia oficial na prefeitura, em novembro.

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Georgette, que é cadeirante, lamentou que a cidade ainda tenha um longo caminho pela frente para garantir a inclusão da pessoa com deficiência e seu direito fundamental de ir e vir. “É uma transformação muito grande para uma cidade que foi mal planejada, que cresceu de forma desordenada. Então, fazer essa mudança em pouco tempo é muito difícil”, declarou ao lembrar que quando assumiu o cargo de secretária, em 2011, a sede da prefeitura não tinhaa sequer banheiro adaptado.

“Hoje, tem um banheiro adaptado em todos 13 andares do edifício”, comentou ela ao apontar que cotidianamente é convidada para eventos em locais sem rampas, banheiros adaptados e outras falhas. A secretária disse acreditar que a mudança de mentalidade está ocorrendo aos poucos, e que iniciativas como as dos certificados e planos de orientação podem acelerar o processo.

Georgette informou que os restaurantes e polos gastronômicos serão os próximos locais a serem avaliados com base na acessibilidade, ainda neste ano. Outra meta da secretaria é divulgar rotas acessíveis para pontos turísticos, como meios de transportes e ruas, para cadeirantes e deficientes visuais com mobilidade reduzida, entre outros.

De acordo com o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), 1,3 mil prédios públicos municipais da capital fluminense não estavam adaptados para pessoas com algum tipo de deficiência no ano passado. A cidade do Rio tem 1,5 milhão de moradores deficientes, 23,9% dos cariocas, número que deve aumentar com a chegada de turistas e jogadores com deficiência para as Olimpíadas e Paralimpíadas, em 2016, cerca de 4,2 mil de acordo com o IBDD.

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