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Biblioteca Parque Estadual do Rio atenderá a 1,5 milhão de pessoas por ano A Secretaria Estadual de Cultura reabre neste sábado (29/3) após quatro anos em reforma

Agência Brasil

Publicação: 28/03/2014 09:40 Atualização:

A Secretaria Estadual de Cultura reabre nesta sábado (29/3), após quatro anos em reforma, a Biblioteca Parque Estadual (BPE), cuja criação inicial se deve ao imperador dom Pedro II, em 1873, como Biblioteca do Rio de Janeiro. Localizada no centro da capital fluminense, a unidade terá capacidade para abrigar um acervo de mais de 200 mil livros em seus 15 mil metros quadrados. A previsão é que ela atenderá a um público estimado em 1,5 milhão de pessoas por ano.

O prédio principal terá um auditório com capacidade para 90 pessoas, batizado com o nome do antropólogo Darcy Ribeiro que, na década de 80, quando ocupava o cargo de secretário de Cultura, decidiu modernizar a instituição, que havia passado por diversos endereços e sofrido um incêndio. Darcy Ribeiro construiu o atual prédio, a partir de um concurso de arquitetura presidido por Oscar Niemeyer. O edifício foi agora modernizado e ampliado, totalizando investimentos no valor de R$ 71 milhões.

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A superintendente de Leitura e Conhecimento da secretaria, Vera Saboya, disse que essa é a biblioteca mais importante do estado, “porque é a cabeça da rede de bibliotecas parque, que são voltadas a um determinado território”. Lembrou que Darcy Ribeiro, já naquela época, tinha uma concepção moderna de biblioteca e sonhava com a integração daquele espaço com a natureza. A ideia do então secretário de Cultura era que a biblioteca fosse um espaço não só para pesquisa e para os estudantes, mas para a criação e produção cultural. “Hoje, a gente tem meios muito eficientes para isso”, acrescentou a superintendente.

Vera destacou o papel da BPE na formação dos cidadãos do Rio. Por meio dessa unidade, o governo fluminense poderá oferecer à população cursos e laboratórios de desenvolvimento não só na parte editorial e da escrita, mas também em todo tipo de arte digital em cinema, fotografia e música. “Ela serve também para atender e formar, por exemplo, mediadores de leitura e mediadores culturais que trabalham no interior do estado. A biblioteca tem um papel de fato estadual, porque embora esteja na capital, ela fortalece a rede inteira do estado”.

A BPE terá um teatro com 140 lugares, que recebeu o nome do autor e diretor teatral Alcione Araújo, além de uma biblioteca infantil, salas multiuso para laboratórios, estúdios de som, cafeteria e restaurante, e um bicicletário com 40 vagas. O espaço é sofisticado do ponto de vista tecnológico. “Tem um wi-fi de 100 megas, 200 computadores para os frequentadores usarem, inclusive com internet livre, embora com alguns filtros”. Vera Saboya informou que a ideia é que os estúdios de gravação possam abrigar programas de incubadoras de jovens músicos do estado. para que possam se desenvolver. Já os laboratórios têm como missão criar vários núcleos editoriais pela capital e o interior.

A unidade tem dois eixos programáticos: educativo e cultural. Mas ambos têm uma transversalidade com a sustentabilidade, cujo programa foi estabelecido pelo Instituto de Estudos do Trabalho da Sociedade (Iets), que visa a tornar a BPE centro de referência também na área da educação ambiental. Além de ecotelhados, que resfriam o prédio, a BPE tem células fotovoltaicas que permitirão a economia de energia, a reutilização da água pluvial para caixas de descarga, o uso de madeira certificada e a criação das fórmicas do mobiliário com garrafas Pet.

A Secretaria Estadual de Cultura quer que a BPE seja a primeira unidade na América Latina a alcançar a Certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) na categoria Gold (Ouro). Essa certificação é dada para edificações cujo projeto garante elevado desempenho dos sistemas prediais e internos em termos de ambiente saudável, locais de trabalho produtivos, baixo custo de manutenção e operação e redução dos impactos ambientais, informou a assessoria de imprensa do órgão.

A BPE será administrada pela Organização Social Instituto de Desenvolvimento e Gestão e passará a ser a matriz da rede de bibliotecas que o governo fluminense está implantando no estado. Até agora, a rede inclui as bibliotecas parque de Manguinhos, de Niterói e da Rocinha. Ainda este ano, a meta é inaugurar uma unidade no Complexo do Alemão. Fazem parte ainda da programação de novas bibliotecas parque a unidade da Mangueira, já em construção, e as de São Gonçalo e Lins de Vasconcelos.

A Secretaria de Cultura pretende ainda implementar mais duas bibliotecas parque na região metropolitana e uma em cada região do estado. Outras unidades estão em estudo nos municípios de Paracambi, Teresópolis e Paraty e na Cidade de Deus, na zona oeste da capital.

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