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Polícia busca traficantes em favelas antes de ocupação da Maré Áreas de busca foram determinadas pelo setor de inteligência da Polícia Militar

Agência Brasil

Publicação: 28/03/2014 16:33 Atualização:

A Polícia Militar (PM) fez nesta sexta-feira (28/3) operações em diferentes favelas do Rio de Janeiro, às vésperas da chegada das Forças Armadas ao Complexo de Favelas da Maré, na zona norte da capital fluminense. O porta-voz da PM, tenente coronel Cláudio Costa, explicou que o objetivo é atacar facções criminosas responsáveis por ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) que vinham acontecendo desde janeiro e culminaram com o incêndio de um contêiner da UPP de Manguinhos.

“As áreas foram determinadas pelo nosso setor de inteligência, que verificou a possibilidade de movimentação de marginais oriundos do Complexo da Maré para essas regiões”, disse ele. “Desde sexta-feira foram 57 presos e 17 menores apreendidos. Temos conseguido inibir a movimentação de traficantes do Complexo da Maré”, comentou. Cláudio Costa disse que em uma semana foram apreendidos 16 pistolas, três fuzis, quatro revólveres e 100 quilos de maconha, entre outras drogas.

Costa não confirmou a ocupação da Maré no próximo domingo (30/3), como foi divulgado por veículos da imprensa. “Os detalhes da operação serão fornecidos. Não confirmamos a data ainda”, disse. Desde a última sexta-feira, a PM vem fazendo operações em algumas regiões intensificadas de quarta-feira (26/3).

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O Ministério da Defesa confirmou que os veículos blindados estão à disposição das forças de segurança do estado do Rio. Ontem, o sub-comandante administrativo do Comando de Operações Especiais da PM, coronel Rodrigo Sanglard, disse que os policiais militares devem ocupar o território durante aproximadamente dez dias com até mil militares, antes de as Forças Armadas assumirem o controle da região.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu a intervenção das Forças Armadas no Complexo da Maré na segunda-feira passada (24/3), com base na Garantia da Lei e da Ordem, instrumento previsto na Constituição Federal que dá poder de policiamento às Forças Armadas. O motivo alegado pelo governador foi a sequência de ataques às UPPs.

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