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Pesquisa sobre violência sexual gera protestos nas redes sociais Pesquisa sobre tolerância do brasileiro em relação à violência sexual provoca perplexidade e indignação nas redes sociais

Amanda Almeida

Publicação: 29/03/2014 08:00 Atualização: 31/03/2014 17:24

Para Maria José Rosado, do Católicas pelo Direito de Decidir, a pesquisa confirma a ideia da 'mulher como objeto' (Kleber Lima/CB/D.A Press - 24/5/05)
Para Maria José Rosado, do Católicas pelo Direito de Decidir, a pesquisa confirma a ideia da "mulher como objeto"


“Eu não mereço ser estuprada.” O clamor, ilustrado por fotos de mulheres seminuas, tomou conta das redes sociais, ontem, depois da divulgação de estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre violência sexual que revelou o lado machista do brasileiro. Entre os dados divulgados, por exemplo, está o de que 65,1% dos entrevistados concordam com a afirmação “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas.” O alto índice de tolerância da sociedade com a violência e o abuso sexual também assustou especialistas. Para eles, o Brasil ainda é dominado por um pensamento que defende a supremacia masculina.

A pesquisa do Ipea reforça a tese de que a maior parte dos brasileiros ainda acha que a mulher é culpada pelo estupro. Chamados a se posicionar diante da sentença “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”, 58,5% dos entrevistados concordaram total ou parcialmente. A reação aos resultados da pesquisa na internet foi imediata. Foi criada até uma página entitulada “Eu não mereço ser estuprada”, na qual incentiva mulheres a tirar emfotos de protesto. Até a noite de ontem, 10,5 mil usuários prestaram apoio à iniciativa.

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A presidente Dilma Rousseff também usou uma rede social para comentar o levantamento do Ipea. “Pesquisa do @ipeaonline mostrou que a sociedade brasileira ainda tem muito o que avançar no combate à violência contra a mulher. Tolerância zero à violência contra a mulher. #Respeito”, postou a presidente.

“Fiquei espantada. A sociedade continua com pensamento machista. O que mais me assustou foi ver que, mais do que aceitar, as pessoas produzem o crime. Porque, ao dizerem que as mulheres merecem ser atacadas, os brasileiros assumem que fazem isso com naturalidade. É lamentável”, diz Flávia Timm, pesquisadora em gênero e violência contra a mulher da Universidade Católica. Ela diz que o poder público deve ajudar a combater esse tipo de pensamento fortalecendo as políticas públicas para a mulher.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Sergio Pinto
A pesquisa apenas demonstra uma realidade que não será mudada atacando ou criticando a própria pesquisa. Se entendermos que é um fato e baseado nele procurarmos formas de "curar" a cabeça dos brasileiros, aí sim estaremos fazendo algo de útil. | Denuncie |

Autor: geovani pessoa
Este resultado não me surpreende. Afinal de contas, exceto a economia, o resto tudo piorou neste país. As pessoas estão com o bolso cheio de dinheiro, mas perderam a moral e a ética, resultado de políticas permissivas do governo dito "progressista". | Denuncie |

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