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Ocupação não é passageira, é legado, diz secretário de Segurança Pública Segundo ele, a Complexo da Maré tem papel importante, porque em suas imediações estão situados centros e instalações importantes para o desenvolvimento do estado

Agência Brasil

Publicação: 30/03/2014 14:41 Atualização:

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse neste domingo (30/3), ao fazer um balanço da ocupação do Complexo da Maré, que as forças de segurança ocuparam as 15 favelas da região para ficar e que a partir de agora a área será devolvida à população. Beltrame iniciou a entrevista agradecendo à presidenta Dilma Rousseff pelo apoio dado a iniciativa do governo do estado.

Segundo ele, a Complexo da Maré tem papel importante, porque em suas imediações estão situados centros e instalações importantes para o desenvolvimento do estado. Ele citou o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão, as vias expressas Avenida Brasil e Linha Vermelha, a Universidade Federal do Rio e o Centro de Pesquisa da Ilha do Fundão, com alguns dos maiores e mais modernos laboratórios de pesquisa do mundo.

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“A proposta da ação não foi exclusivamente visando à Copa do Mundo em junho, ou mesmo às Olimpíadas de 2016, até porque ambos são eventos passageiros. A nossa proposta é a do legado, a de devolver a região para a população e livrá-la do julgo do tráfico” disse o secretário.

Ele garantiu que, mesmo com a ocupação da área pelas forças federais, a Polícia Militar vai trabalhar nas 15 favelas, mantendo uma base de 1.600 a 1.700 homens, “porque a segurança pública é um problema muito grande; é de todos nós, e exige um trabalho permanente, com base na racionalidade e na inteligência”.

Mesmo comemorando o êxito da ação, o secretário Beltrame fez questão de lançar um alerta. Para ele, não é com a ocupação do Complexo da Maré que a segurança do estado vai melhorar. “Isto só acontecerá em sua plenitude, de fato, quando outras respostas forem dadas à sociedade; quando tivermos uma reforma penal, reforma nos presídios, uma política visível e objetiva voltada para os menores, uma política clara para o combate ao uso do crack; quando facções não comandarem o tráfico de dentro dos presídio e quando tivemos um controle efetivo das fronteiras - aí sim estaremos realmente avançando no combate ao crime organizado”, disse.

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