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Ocupação permite à prefeitura levar serviços básicos ao Complexo da Maré Garis, técnicos da Companhia Municipal de Energia e Iluminação e agentes comunitários de saúde mapeiam as necessidades mais prementes dos moradores

Agência Brasil

Publicação: 31/03/2014 17:03 Atualização:

Garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana retiraram 140 toneladas de lixo da Maré até as 10h desta segunda-feira (31/3) (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana retiraram 140 toneladas de lixo da Maré até as 10h desta segunda-feira (31/3)

A permanência das forças de segurança no Complexo da Maré deu início a um mutirão da prefeitura, que mobilizou algumas de suas secretarias para atender a demandas acumuladas nos últimos anos e, segundo os próprios secretários, não atendidas por causa da criminalidade. Nas vielas e ruas das 16 comunidades do complexo, garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Conlubr), técnicos da Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz) e agentes comunitários de saúde mapeavam nesta segunda-feira (31/3) as necessidades mais prementes dos moradores, com vistas ao atendimento imediato.

Só a Comlurb retirou 140 toneladas de lixo da Maré até as 10h desta segunda-feira (31/3). A companhia é vinculada à Secretaria Municipal de Conservação, que destacou mais de 500 pessoas e 40 carros para a Maré. "Nos próximos 15 dias, vamos tirar um passivo de áreas em que antes não conseguíamos entrar, por problemas relacionados à segurança. O cidadão que mora na Maré vai ter uma nova logística a partir de agora", disse o secretário Marcus Belchior.

Além do acúmulo de lixo, a Maré sofria também com a falta de pontos de iluminação, já que traficantes haviam danificado, com tiros, parte dos postes de iluminação pública. "Estamos trabalhando na instalação de outros pontos de iluminação em áreas estratégicas, definidas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública. Como a Maré era uma área conflituosa entre facções, os criminosos avariaram diversos desses pontos", segundo Belchior.

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A secretaria também usou tratores para remover barricadas e obstáculos colocados para impedir o avanço de carros da polícia. Hoje, garis varriam e recolhiam lixo em praças e ruas da comunidade, pintando o mobiliário urbano e aparando gramados. Nos canais da comunidade, que é vizinha do Canal do Fundão, na Baía de Guanabara, o trabalho de limpeza cabe à Subsecretaria de Gestão das Bacias Hidrográficas (Rio-Águas).

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, também revelou que a ocupação vai permitir a execução de trabalhos que vinham sendo prejudicados pela criminalidade: "Uma série de problemas eram causados pela violência, como a lotação dos profissionais de saúde e o funcionamento das unidades no horário estendido, até às 20h. Essa mudança de perfil vai facilitar muito a vida da comunidade".

Segundo o secretário, os dois principais problemas de saúde registrados na Maré, a hipertensão e o diabetes, tinham seu tratamento prejudicado pela presença de criminosos armados. "Para esses problemas, a mudança de hábito é fundamental. Se você não tem a liberdade de sair da sua casa para fazer um exercício, por exemplo, sai prejudicado. Ter um grau de preocupação e estresse muito elevado também atrapalham o tratamento", conta Soranz.

As visitas dos agentes de saúde serão intensificadas nos próximos 15 dias, e a secretaria planeja inaugurar mais duas unidades no complexo, além das três que já existem.

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