Brasil
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Julgamento do Carandiru é o mais complexo do Judiciário no Brasil, diz juiz No início da noite, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença decidiram condenar 15 policiais militares pela ação policial que culminou com a morte de quatro detentos

Agência Brasil

Publicação: 02/04/2014 19:45 Atualização:

O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, que presidiu três das quatro etapas do julgamento do Massacre do Carandiru, disse nesta quaeta-feira (2/4), antes de ler a sentença que condenou 15 policiais militares por quatro mortes de detentos no Carandiru, que este foi o “processo mais complexo do Judiciário brasileiro”. Esta foi a primeira manifestação do juiz sobre o julgamento.

“Este é o processo mais complexo que existe no Judiciário brasileiro de modo que é, sim, o julgamento mais importante da minha vida, como seria o julgamento mais importante da vida de qualquer juiz”, disse Camargo. A primeira etapa do julgamento foi presidida pelo juiz José Augusto Nardy Marzagão, que foi lembrado por Camargo no dia de hoje.

Segundo o juiz, a complexidade do processo não se encontra somente no fato dele ser composto por 75 volumes e no número de pessoas que envolve. “Não está somente no número de pessoas que perderam suas vidas em razão dos fatos e não está somente no drama vivenciado pelas famílias de vítimas e dos policiais militares. A complexidade desse processo reside no fato de termos esperado por 22 anos por uma resposta do Estado àquelas ações. E esta resposta veio em sua integralidade no dia de hoje. Hoje encerramos o julgamento da totalidade de mortes ocorrida no Complexo Penitenciário do Carandiru”, disse o juiz.

Leia mais notícias em Brasil


No início da noite, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença decidiram condenar 15 policiais militares pela ação policial que culminou com a morte de quatro detentos no quarto pavimento (terceiro andar) do Pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção do Carandiru. Os policiais foram condenados a 48 anos de prisão, cada um, por homicídio qualificado [pena mínima de seis anos para cada homicídio cometido somado à pena de mais seis anos por impossibilidade de defesa das vítimas].

Na primeira etapa do julgamento, ocorrida em abril do ano passado, 23 policiais foram condenados a 156 anos de reclusão cada um pela morte de 13 detentos. Na segunda etapa, ocorrida em agosto, 25 policiais foram condenados a 624 anos de reclusão cada um pela morte de 52 detentos que ocupavam o terceiro pavimento do Pavilhão 9. No dia 19 de março, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença decidiram condenar dez policiais militares pela morte de oito detentos do quinto pavimento: nove dos policiais foram condenados a 96 anos de prisão cada um, enquanto o outro foi condenado a 104 anos por já ter uma condenação anterior.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas