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Ipea admite erro: 26% e não 65% concordam com agressão a mulher O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado

Michelle Macedo

Publicação: 04/04/2014 16:22 Atualização: 04/04/2014 17:35

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma nota na tarde desta sexta-feira (4/4) em que pede desculpas por afirmar que de acordo com uma pesquisa feita pelo órgão, 65% dos brasileiros concordam que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas".

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O erro aconteceu devido à troca de informações de dois gráficos. Na verdade, 26% dos entrevistados concordam que a roupa que a mulher usa justifica uma agressão. Enquanto 65% concorda que "mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar".

Vários artistas e famosos abraçaram a causa e postaram fotos. A presidente Dilma Rousseff inclusive apoiou a campanha (Ipea/Reprodução)
Vários artistas e famosos abraçaram a causa e postaram fotos. A presidente Dilma Rousseff inclusive apoiou a campanha


Daniela Mercury foi uma das cantoras que aderiu a campanha (Facebook/Reprodução)
Daniela Mercury foi uma das cantoras que aderiu a campanha
O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado. A pesquisa divulgada na última semana de março provocou revolta nas redes sociais. Uma campanha com a hashtag #eunãomereçoserestuprada foi lançada após a divulgação dos números.

Vários artistas e famosos abraçaram a causa e postaram fotos. A presidente Dilma Rousseff inclusive apoiou a campanha.

Mais erro
Outros dois questionamentos feitos na pesquisa foram divulgados de forma errônea. Tiveram dados trocados entre os questionamentos: “o que acontece com o casal em casa não interessa aos outros” e “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”.

Na nota, o Ipea assume o erro e diz que “a correção da inversão dos números reduz a dimensão do problema diagnosticado no item que mais despertou a atenção da opinião pública”. A pesquisa ouviu 3.810 pessoas entre maio e junho de 2013 em 212 cidades. Do total de entrevistados, 66,5% são mulheres.


Evento

O ato marcado para este sábado (5/4), em Brasília, não sofrerá alterações. "Ninguém merece ser estuprada", está marcado para às 14h, em frente ao Museu Nacional da República. Mais de 800 pessoas confirmaram presença.

Uma das organizadoras, Georgiana Calimeris achou um absurdo o erro do Ipea. "Não é porque a pesquisa mudou que isso vai impedir as mulheres de lutar. Carecemos de campanhas que tragam essa conciencia", opinou ela.

A jornalista Nana Queiroz, responsável por lançar a campanha nas redes sociais e a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) confirmaram presença no ato.

Esta matéria tem: (14) comentários

Autor: geraldo silva
Depois desse golpe baixo não sei mais do que essa camarilha é capaz. E nós, os bocós de boa-fé, indo atrás...e tudo pra desviar a atenção dos "malfeitos" da Petrobras. | Denuncie |

Autor: Donizetti Santos
Pesquisas são estudadas,verificadas,etc.Vergonhosa manobra de adulteração do resultado e um desrrespeitos aos intrevistados,que tiveram suas opiniões fraldadas,fiquemos atento não respondem mais,as pesquisas do EPEA!, | Denuncie |

Autor: Antonio Silva
A pesquisa continha perguntas absolutamente tendenciosas. Repare que sequer usaram a palavra "estupro" (engraçado os bobinhos q acreditaram) Isso foi uma tentativa de tirar holofotes da Petrobras... afinal, o IPEA é diretamente subordinado à Presidencia da Republica | Denuncie |

Autor: Ed Costa
Continuo acreditando nos 65%, depois que polêmica foi lançada querem voltar atrás tentando maquiar o que foi verdade. Pergunto, quando que este país será um país sério. | Denuncie |

Autor: raimundo perna
Acaba de receber o salário e os direitos trabalhistas . Vá para uma parada de ônibus , fique à mostra e espere . Pode ser q vc seja apenas roubado,talvez morto.Podemos chegar a conclusão q criar a condição para o delito é fatal.Para um bom entendedor... A pergunta:alguém merece ser morto ou roubado? | Denuncie |

Autor: FRANCISCO LUSTOSA
A emenda ficou pior que o soneto. Menos pior, pois o estupro atingiu mais os doutores estatísticos do Ipea. Acorda Brasil! | Denuncie |

Autor: Francisco Vieira
A leitora Caelma está certa. Não sabem nem fazer um PERGUNTA IMPARCIAL. Lembram-se do referendo do desarmamento? | Denuncie |

Autor: Francisco Vieira
Parece o mesmo erro acontecido no investimento da PETROBRÁS...nos Estados Unidos. | Denuncie |

Autor: Hebe Antonioli
O equívoco não foi apenas esse.Toda a pesquisa é falha, fajuta, do ponto de vista metodológico.Parece ter sido elaborada em laboratório para testar algum estagiário de estatística.Por exemplo, um grupo com renda média de 500,00 jamais representaria a população brasileira.Divulgação irresponsável. | Denuncie |

Autor: Edmundo Pereira
O mundo pertence mesmo aos tolos. E basta sair na TV que a boiada vai atrás. | Denuncie |

Autor: LEONARDO SILVA
Embora seja 26% ainda reflete uma triste realidade. Mulheres merecem respeito e dignidade. O que cabe salienta que tem que rever o sistema e aplicar penas definitivas porque só quem passa por isso é quem sabe o quanto dói. | Denuncie |

Autor: Adriana Silva
Meu Deus! Depois de todo o alvoroço, com gente tirando a roupa e "estruprando" o português! O pior mesmo foi o próprio pesquisador comentando dados de uma pesquisa errada na mídia!!! Depois quem paga é o coitado do estagiário. | Denuncie |

Autor: Adriana Silva
No instantinho Dilminha mandou mexer na pesquisa. | Denuncie |

Autor: Celma Beserra
As perguntas formuladas já estão no afirmativo, deveriam ter perguntado de outra forma. | Denuncie |

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