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Manifestantes aceitam sair da frente da prefeitura do Rio após acordo Eles devem deixar o local com a garantia de um cadastramento que permite a integração em programas municipais

Agência Brasil

Publicação: 14/04/2014 16:46 Atualização:

Representantes dos sem teto que estão acampados desde sexta-feira (11/4) em frente à prefeitura, após serem expulsos de um prédio ocupado na zona norte da cidade, aceitaram sair nesta segunda-feira (14/4) do local para fazer um cadastramento que permite a integração em programas municipais. O acerto foi feito em uma reunião com a administração municipal, que vai disponibilizar ônibus para levá-los às comunidades onde moravam. Com as chuvas que caíram ontem, os manifestantes tiveram que se abrigar na passarela da Estação Cidade Nova do metrô.

Os manifestantes fazem parte do grupo de, aproximadamente, 5 mil pessoas que foram retiradas de um prédio da empresa telefônica Oi, no Engenho Novo, por ação policial, após uma ocupação que durou cerca de 11 dias. Durante o processo de reintegração de posse, houve violência policial e tentativa de impedir o trabalho da imprensa, o que incluiu a prisão de um jornalista. Para especialistas, faltou política pública para impedir que o prédio da Oi permanecesse desocupado por dez anos, antes do episódio, sem atender à função social da propriedade,

O acordo prevê que os manifestantes que não têm onde ficar procurem os abrigos da prefeitura, segundo Maria José Silva, uma das representes do grupo. Mais cedo, outros porta-vozes dos moradores haviam criticado a oferta, alegando que os abrigos não eram adequados: "Não aceitamos abrigo. Como a gente vai colocar nossas crianças dentro de um abrigo onde têm pessoas que usam entorpecentes?", questionou Iara Silva, que integra a comissão de representantes.

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Para Maria José, o acordo é uma forma de retomar as negociações: "A gente espera que eles realmente vejam as necessidades das pessoas. Nós aceitamos porque esse é um pontapé inicial para que seja feita alguma coisa".

No cadastramento, a prefeitura vai conferir quem já é cadastrado em programas sociais e que necessidades cada família tem, para que, então, os desabrigados sejam inseridos em ações sociais. Amanhã pela manhã deve ser feita uma nova reunião, para discutir os próximos passos da negociação: "O povo que está aqui desde sexta-feira acampado quer uma solução logo", disse Maria José.

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