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Madrasta pode ter tentado asfixiar garoto de 11 anos morto no RS Ela era enfermeira, e está presa como um dos suspeitos de matar o menino

Renata Mariz

Publicação: 18/04/2014 06:00 Atualização:

Graciela Ugulioni e Adriano: madrasta suspeita de asfixiar Bernardo  (Reprodução / Facebook)
Graciela Ugulioni e Adriano: madrasta suspeita de asfixiar Bernardo


Órfão de mãe desde 2010, o menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, assassinado no interior do Rio Grande do Sul, pode ter sofrido, no passado, uma tentativa de asfixia cometida pela madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, presa como um dos suspeitos de matar o garoto. A informação foi dada pelo advogado Marlon Balbon Taborda, que representa a avó materna do menino, Jussara Uglione, e confirmada pelo Ministério Público estadual. Segundo ele, Jussara ficou sabendo, por boatos na cidade, que Bernardo teria relatado a agressão. Impedida pelo pai do garoto, Adriano Boldrini — também suspeito do crime —, de conviver com o neto, a senhora de 73 anos acionou o conselho tutelar e o Ministério Público em Três Passos (RS).

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“Nós pedimos, em novembro do ano passado, que a informação fosse checada. Não foi uma aventura jurídica, indicamos nomes e telefones de pessoas a serem ouvidas. Reiterei o pedido em dezembro. Em janeiro, a avó de Bernardo foi ouvida. Disse que aceitava a guarda do garoto. Perguntada sobre o que poderia oferecer a ele, ela disse: ‘amor’”, relata Taborda. Depois disso, acrescenta o advogado, não houve mais qualquer contato das autoridades de Três Passos. “Nessa audiência com a avó, não tivemos informação a respeito da tentativa de asfixia, se procedia, se não procedia, o que havia sido apurado. Eles (as autoridades) se escondem atrás de um poder, em uma redoma de vidro, até acontecer uma tragédia como essa”, reclama o defensor.

O médico Adriano Boldrini contratou o advogado Jader Marques, o mesmo que defendeu um dos sócios da boate Kiss, que pegou fogo em Santa Maria (RS) e deixou 242 mortos, em janeiro de 2013. A polícia deve indiciar Graciele, Boldrini e a assistente social Edelvânia Wirganovicz, amiga do casal que confessou o crime, por homicídio triplamente qualificado. O trio está preso desde segunda-feira. A perícia suspeita que o garoto foi dopado antes de receber uma injeção letal. Mas, até ontem, as análises da necropsia ainda não haviam sido divulgadas. O corpo de Bernardo foi encontrado na segunda-feira passada, depois de ficar desaparecido desde o último dia 4.

“Não tivemos informação a respeito da tentativa de asfixia, se procedia, se não procedia. Eles (as autoridades) se escondem em uma redoma de vidro, até acontecer uma tragédia como essa”
Marlon Balbon Taborda, advogado da avó de Bernardo

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Helena Helena
O caso Bernardo mostra a negligência não só da família, mas do Estado. Juiz e Promotora disseram que não podiam saber o que se passava. Eles deviam saber! Para isso, contam com assistente social. Se não sabiam, que não decidissem. Mas decidiram, preocupados com as estatísticas do CNJ. Justiça? Cadê? | Denuncie |

Autor: Tarcísio Silva
Este garoto foi só mais uma vitima da brutalidade contra as crianças perpetrada por uma sociedade cruel e irresponsável que, apesar de tudo, ainda continua estimulando a ruptura familiar, incontestavelmente, causa e efeito de todas essas mazelas e outras mais. | Denuncie |

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