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Ocupação suspende programação da Semana Santa na Catedral Metropolitana Ex-ocupantes do prédio da Oi estão acampados em frente à entrada principal da igreja

Agência Brasil

Publicação: 19/04/2014 12:45 Atualização:

Toda a programação da Semana Santa da Arquidiocese do Rio de Janeiro na Cadetral Metropolitana de São Sebastião, na Avenida Chile, região central da cidade, foi cancelada ontem (18), por medida de segurança, porque cerca de 50 pessoas, ex-ocupantes do terreno da Oi, no Engenho Novo, acamparam em frente à entrada principal da igreja. O cancelamento foi um fato inédito. Os manifestantes que estavam acampados há dez dias em frente ao prédio do Centro Administrativo da prefeitura do Rio, na Cidade Nova, deixaram o local e rumaram para a catedral.

O Auto da Encenação da Paixão de Cristo, que ocorreria na sexta-feira, à partir das 18h, foi cancelado, como também a ação litúrgica marcada para as 15h. De acordo com a Associação Cultural da Arquidiocese, há 45 anos o Auto da Paixão é encenado e faz parte do calendário religioso da cidade. Esta seria a primeira vez que a celebração ocorreria dentro da catedral e não nos Arcos da Lapa, tradicional cenário do evento, que passa por uma obra de revitalização.

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A vigília marcada para hoje (19), às 19h30, que ocorreria na Catedral de São Sebastião, ainda não tem a paróquia definida onde ocorrerá a cerimônia. A tradicional missa de Páscoa, no domingo às 10h, não tem lugar certo para celebração, como também o almoço de Páscoa, que encerra as celebrações da Semana Santa, marcado para as 11h45 na Catedral Metropolitana, quando o cardeal arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta recebe moradores de rua.

Em nota, a Arquidiocese do Rio informa que "apesar das negociações terem se encaminhado para o atendimento provisório dos efetivamente necessitados, em local do Poder Público, com o apoio da Igreja e de serviços sociais e apesar de os necessitados terem inicialmente aceito, ao final, não se chegou a uma solução satisfatória. Após ouvir assessorias, os necessitados retrocederam".

A Arquidiocese do Rio lamenta que existam pessoas que ainda sofram em virtude da ausência de moradia e sejam manipuladas por outros interesses. A catedral permanecerá fechada. O cardeal informou que "em solidariedade a todos os necessitados fará as celebrações pascais em comunidades que experimentam a pobreza aguda e que serão informadas oportunamente". A Arquidiocese do Rio de Janeiro "reafirma sua intenção inicial de servir como mediadora entre os necessitados e o Poder Público para encontrar uma saída."

A advogada Eloisa Samy, do Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos (DDH), que acompanha os sem-teto, disse que eles vão permanecer acampados neste final de semana em frente à catedral. Ela disse que a prefeitura tinha feito uma proposta inicial de mandar 19 homens do movimento para hotéis pagos por ela e encaminhar mulheres e crianças para um abrigo em Jacarepaguá, na zona oeste. A proposta não foi aceita porque "eles não aceitam ficar separados".

Segundo Eloisa, eles querem ou que todos fiquem juntos em hotéis ou então que a pefeitura garanta o pagamento do aluguel social, no valor de R$ 400, por três meses. Ela informou também que o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) levará marmitas para serem distribuídas entre os manifestantes hoje e que também haverá, no final da tarde, a distribuíção de ovos de Páscoa para os acampados.

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