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Laudo do IML indica que dançarino morreu por ferimento perfurante no pulmão O documento não detalha, no entanto, o que teria provocado o ferimento

Agência Brasil

Publicação: 23/04/2014 10:07 Atualização: 23/04/2014 10:14

Ele era conhecido pelo nome artístico DG e trabalhava como dançarino no programa Esquenta, da TV Globo (Reprodução/G1)
Ele era conhecido pelo nome artístico DG e trabalhava como dançarino no programa Esquenta, da TV Globo


O dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, encontrado morto nessa terça-fera (22/4) no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, morreu por causa de uma perfuração no pulmão, segundo apontou laudo do Instituto Médico Legal (IML). Cópia do documento foi entregue à família e divulgada nas redes sociais pelo advogado Rodrigo Mondego, da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

No laudo, a causa da morte é descrita de forma sintética: “Hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar decorrente de ferimento transfixante do tórax, ação perfuro-contundente”. O documento não detalha, no entanto, o que teria provocado o ferimento.

A morte de Douglas, que era conhecido pelo nome artístico DG e trabalhava como dançarino no programa Esquenta, da TV Globo, gerou revolta nos moradores do Pavão-Pavãozinho, assim que descobriram o corpo, no início da tarde de ontem. As pessoas desceram o morro e tentaram interditar ruas da região, sendo impedidas por um forte contingente policial, com a participação do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Os policiais atiraram bombas de efeito moral, gás de pimenta e dispararam balas de borracha contra a multidão. Tiros foram ouvidos no interior da favela.

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Durante o confronto, um homem de aproximadamente 30 anos morreu com um tiro na cabeça, no alto do morro. Ele chegou a ser levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, também na zona sul, mas já chegou morto, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com moradores, um menino de 12 anos, identificado como Mateus, levou um tiro quando descia a Ladeira Saint Roman, quase na esquina com a rua Sá Ferreira e também morreu. Segundo vários relatos, o tiro partiu de um policial militar. Um PM da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) negou a versão dos moradores e disse que o menino teria sido atingido por uma pedra jogada pelos próprios manifestantes. No local onde Mateus teria caído, formou-se uma grande poça de sangue. Não foi possível confirmar a versão dos moradores nem a do policial, sobre o que aconteceu com o garoto e qual seria o seu estado de saúde.

Por causa da confusão, a Avenida Nossa Senhora de Copacabana ficou interditada até próximo da meia-noite. Muitos comerciantes das proximidades fecharam as portas e só alguns decidiram reabrir as lojas e bares, quando a situação se acalmou um pouco.

Esta matéria tem: (4) comentários

Autor: lando Costa
Este é o ditado mais certo que já ouvi: Cada povo tem a polícia que merece. | Denuncie |

Autor: lando Costa
Todos sabem a real necessidade de existência da polícia para uma sociedade. Gostaria que os defensores da anarquia total mencionassem uma que não possui a polícia. Quanto mais aculturado um povo mais latente é a sua necessidade. Bando de ignorante. | Denuncie |

Autor: Anilton Moccio
As autoridades do Rio de Janeiro tem que entender que a maioria da população dos morros não querem a polícia nos morros. | Denuncie |

Autor: Alex Oliveira
E então qual é a evidência que foi a Policia que o matou? Nenhuma. A imprensa transforma bandidos em "manifestantes" e acusa a polícia por qualquer coisa sem prova. E a coisa desgringola para violência dos jeito que os bandidos gostam. | Denuncie |

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