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Meias-verdades levantam dúvidas sobre investigação da morte do dançarino DG Informações erradas ou imprecisas levantam dúvidas sobre o trabalho de investigação da morte do dançarino DG. Para o governador do Rio, não se deve prejulgar os policiais envolvidos, mas é preciso apurar as responsabilidades

Publicação: 26/04/2014 08:00 Atualização:

Mãe de Douglas, Maria de Fátima recusou convite do governador: caso não pode virar 'plataforma política' (Gabriel de Paiva/Agência O Globo)
Mãe de Douglas, Maria de Fátima recusou convite do governador: caso não pode virar "plataforma política"


Com a credibilidade das unidades de Polícia Pacificadora (UPP)s) em xeque, após várias controvérsias envolvendo a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, de 26 anos, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, assegurou que as investigações sobre o caso serão feitas com “rigor e transparência”. O governador, entretanto, evitou responsabilizar os policiais militares envolvidos e, em nota, disse que é preciso aguardar o resultado das apurações da Polícia Civil para possam ser tomadas as medidas cabíveis. Ele esperava receber a mãe de DG, Maria de Fátima da Silva, no Palácio das laranjeiras, mas ela recusou o convite (leia ao lado).

A morte de DG, atingido por um tiro nas costas quando tentava fugir de PMs, está envolto de dúvidas. Inicialmente, a perícia preliminar informou que o dançarino morreu em decorrência de uma queda. Depois, já com a confirmação de que o rapaz tinha sido alvejado por uma bala, informou que não havia como identificar a causa da morte no local do crime. Ontem, porém, o jornal carioca Extra publicou uma foto de DG caído na escada de uma creche com uma perfuração bastante visível nas costas.

A informação inicial da perícia já tinha sido contestada pelo secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Segundo ele, foi uma declaração prematura. O laudo do exame de corpo de delito confirmou que o dançarino foi mesmo atingido pelas costas por uma bala. De acordo com o delegado Gustavo Ribeiro, a foto publicada pelo diário carioca mostra exatamente a posição em que o rapaz foi encontrado. Ele, porém, defendeu o perito que fez a primeira análise no local do crime. “Imagino que, no primeiro momento, a vítima tinha outras escoriações, e ele (o perito) não tenha tido condições de afirmar (a causa da morte)”, disse. Segundo o delegado, o laudo local não tem a função de determinar a causa da morte, mas a dinâmica. O corpo de Douglas foi encontrado na terça-feira, dentro de uma creche do Morro do Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul da cidade.

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Esta matéria tem: (7) comentários

Autor: língua afiada
Qdo ninguém vê nada tira conclusões precipitadas e culpa a polícia e faz protesto,estufa o peito,engrossa a voz ,qdo sabe q foi traficante ninguém fala nada,ñ faz protesto e nem se quer cobra segurança.Seria hipocrisia ou conivência com a bandidagem ou os dois? | Denuncie |

Autor: língua afiada
Tem q haver investigação e dependendo da dinâmica punição.Só ñ entendo porq sempre q alguém morre a polícia sempre é culpada,mesmo ninguém vendo,mesmo num lugar cheio de bandidos,muitas vítimas são bandidos,trocam tiro e ainda sim a população da periferia defende e culpa a polícia.será porq? | Denuncie |

Autor: mirian santos
Na revista Veja online eu li uma matéria em que ele sentia saudades eternas do traficante Cachorrão e no face ele publicou mensagem um tanto quanto duvidosa quanto a sua índole. Talvez era amigo de traficantes. O pior que no RJ tudo é culpa da Polícia, todo mundo do morro é santo. | Denuncie |

Autor: jo marinho
O que impressiona é o comportamento desta mãe, parece que não derrama uma lágrima, e o tempo todo atrás dos holofotes querendo virar celebridade! | Denuncie |

Autor: JORGE LUIZ
Não devemos tirar nenhuma conclusão precipitada, e sim aguardar o laudo e o resultado das investigações... | Denuncie |

Autor: Tarcísio Silva
É preciso analisar essa questão com muito cuidado e sem emocionalismo. Não é difícil se admitir a possibilidade do envolvimento da própria bandidagem neste crime, até mesmo para desmoralizar o projeto das UPPs e continuarem tomando conta dos morros cariocas. | Denuncie |

Autor: Carlos Bonasser
É triste qualquer morte, mas ta me parecendo que o garoto não andava em boas companhias. O fato da fuga já remete a isso, as escoriações creio se devem à queda rolando pelo muro e escada. Que Deus o tenha. | Denuncie |

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