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Rio pede presídio federal para presos que comandaram ataques a UPPs O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou que não tolerará qualquer tentativa para desestabilizar o processo de pacificação das favelas e que a política das UPPs vai continuar

Agência Brasil

Publicação: 29/04/2014 14:58 Atualização:

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, pediu nesta terça-feira (29/4) apoio ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e à presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Leila Mariano, para a transferência de três integrantes de uma facção criminosa para um presídio federal. Hoje foi pedida a transferência de Bruno Eduardo da Silva Procópio, o Piná.

A Secretaria de Segurança vai solicitar nesta semana a transferência de Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D, e de Ramires Roberto da Silva. Para a polícia, eles são responsáveis por ataques contra UPPs e pela morte de policiais, como a da soldado Alda Rafael Castilho, assassinada em fevereiro. Piná e 2D foram presos no último dia 21 em Búzios (RJ), e Ramires no último domingo (27/4) por agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Parque Proletário, na Penha, zona norte do Rio.

Pezão disse que não tolerará qualquer tentativa para desestabilizar o processo de pacificação das favelas e que a política das UPPs vai continuar. “Não há recuo no processo de pacificação, que vem retomando territórios dominados, durante muitos anos, por bandidos. Não vamos tolerar a baderna, os atos de vandalismo, a destruição de patrimônio”, disse o governador em nota à imprensa. “Vamos avançar, aumentando nosso quadro de policiais e investindo em formação e nas condições de trabalho”, completou.

As declarações são resposta aos recentes ataques contra policiais militares registrados em favelas onde há UPPs. Ontem à noite foram queimados cinco ônibus no Chapadão, Costa Barros, na zona norte, após a morte de um adolescente de 17 anos, durante confronto entre traficantes e a Polícia Militar. No Complexo do Alemão, também na zona norte, três carros foram incendiados e um grupo ateou fogo a quatro ônibus e invadiu a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Equipamentos e instalações da unidade de saúde foram depredados e um enfermeiro recebeu pauladas na cabeça ao tentar intervir.

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A Secretaria Municipal de Saúde informou que a UPA do Alemão foi reaberta hoje às 13h e que a Clínica da Família Zilda Arns e o Centro de Atenção Psicossocial João Ferreira Silva Filho, que fazem parte do complexo de saúde local, estão funcionando normalmente. No domingo, uma senhora de 72 anos morreu em confronto entre policiais militares e traficantes.

Subiu para 45 o número de veículos destruídos em incêndios criminosos neste ano, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano do Rio, Rio Ônibus. Foram cinco ônibus em janeiro, dez em fevereiro, 12 em março e 18 em abril. Em 2013, foram registrados cinco casos, e um em 2012. Ainda segundo o Rio Ônibus, a reposição de veículos destruídos pode levar até 120 dias, e há empresas que não vão conseguir fazer a reposição dos veículos imediatamente.

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