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Manifestação em defesa de comunidades marca Dia do Trabalho no Rio A concentração foi em frente à Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, como forma de mobilizar os trabalhadores da comunidade ocupada pelas forças de segurança há mais de um mês

Agência Brasil

Publicação: 01/05/2014 16:21 Atualização:

 (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos de esquerda fizeram na manhã de hoje (1º/5) um ato para marcar o Dia do Trabalho. A concentração foi em frente à Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, como forma de mobilizar os trabalhadores da comunidade ocupada pelas forças de segurança há mais de um mês. Pela Avenida Brasil, é possível ver os tanques do Exército nas entradas das comunidades que fazem parte do Complexo da Maré. Cerca de 200 pessoas participaram do ato.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Brayer Grudka Lira, o objetivo do ato é trazer os trabalhadores dessas comunidades para a mobilização.

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“Primeiro de Maio é a data-símbolo de luta da classe trabalhadora. Fizemos perto da Maré porque no Rio de Janeiro vivemos uma crise na segurança pública e vemos uma intervenção do Exército nas comunidades, que têm trabalhadores, e não bandidos como os governos querem colocar. Por isso, é importante que a gente traga o ato para perto das comunidades, perto da classe trabalhadora, onde eles moram, para eles virem na luta conosco contra o capital, na luta pela melhoria das condições de trabalho e de emprego e também de segurança dos trabalhadores”.

A diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ), Suzana Gutierrez, explica que os movimentos sociais questionam a política de segurança pública do estado. “O governo do estado desde há algum tempo vem fazendo essa política de criminalização dos trabalhadores, dos movimentos sociais e das comunidades mais desfavorecidas. A UPP [Unidade de Polícia Pacificadora] já demonstrou o fracasso dessa política, que não serve para nenhuma discussão de segurança, e sim para conter uma população de trabalhadores que moram nessas comunidades”.

Ela lembra que muitas categorias presentes no ato estão em greve, como os trabalhadores das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e algumas redes de educação, ou fizeram greve recentemente, como os próprios professores. De acordo com ela, no dia 7 de maio, as redes municipal e estadual fazem assembleia com indicativo de greve unificada. “Há ainda muitas promessas não cumpridas depois do fim da greve do ano passado, como a redução de quantitativo de alunos nas salas, a valorização dos profissionais e a discussão da garantia de um terço de atividade extraclasse para o professor, que é uma lei federal que os governos continuam descumprido”, disse.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), Marcelo Chalreo, lembra que a entidade está acompanhando todas as manifestações, devido às repressões. “A pauta dos trabalhadores é essencialmente humanística, os direitos do trabalhador são também direitos humanos. O ato foi chamado para cá hoje como uma manifestação simbólica de apoio às comunidades tanto de Manguinhos, Maré, que têm sido extremamente desrespeitadas e violentadas nos seus direitos”.

Em nota, no último dia 29, o governador Luiz Fernando Pezão disse que não irá tolerar qualquer tentativa de desestabilizar o processo de pacificação das comunidades, em referência aos ataques violentos contra as unidades de Polícia Pacificadora (UPP), ocorridos recentemente. "Não há recuo no processo de pacificação, que vem retomando territórios, dominados, durante muitos anos, por bandidos. Não vamos tolerar baderna, atos de vandalismo, destruição de patrimônio. Aqueles que cometerem esses atos serão submetidos ao rigor da lei. Segurança é prioridade", diz, na nota.

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