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Leão de 300 quilos é roubado de um criadouro particular em São Paulo Animal, que não tinha rastreamento, era criado com autorização do Ibama em local que abriga mais de 300 animais

Filipe Barros - Diário de Pernambuco

Publicação: 02/05/2014 14:29 Atualização:

Um leão de nove anos de idade, que não tinha rastreamento e pesava 300 quilos, foi roubado de um criadouro particular na madrugada dessa quinta-feira (1º/5) em Monte Azul Paulista, localizada a 400 quilômetros de São Paulo. O Criadouro Conservacionista São Francisco de Assis funciona com autorização do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e conta com cerca de 330 animais.

O leão Rawell era considerado dócil pelos tratadores (Divulgação)
O leão Rawell era considerado dócil pelos tratadores

As Polícias Civil e Ambiental foram informadas e tentam localizar os autores do furto. Para isso, já contam com algumas pistas. Uma caminhonete com três homens e uma mulher teria sido vista próxima ao local. E, de acordo com o responsável por cuidar do leão, Oswaldo Garcia Junior, o antigo dono do animal, que vive no Paraná, estaria ameaçando tomá-lo de volta.

Ele afirma que o leão foi doado ao Criadouro Conservacionista há quase cinco anos. Teria chegado ao local bastante debilitado, mas agora estaria recuperado e saudável. Um animal bem cuidado e com possibilidade de viver ainda mais cerca de 20 anos valeria perto de R$ 100 mil no mercado negro.

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Segundo Garcia Júnior, os suspeitos invadiram o local e levaram Rawell, como era chamado o animal. Nenhum dos moradores, que ouviram um barulho e notaram a caminhonete, estranharam a ação, porque o criadouro recebe animais com frequência. “Meus três vizinhos daqui da frente viram, mas eles achavam que fosse um pessoal da Polícia Florestal, do Ibama que estava trazendo algum animal. Como a gente recebe muito animal abandonado, machucado, eles acharam que estavam trazendo pra cá para que fossem cuidados”.

Rawell vivia há 5 anos no endereço. Desesperado, o médico que cuida do felino afirma que o leão comia cinco quilos de carne por dia e era dócil. Ele afirmou ainda que espera a devolução para que o leão tenha um final de vida “digno”. A instituição gastava R$ 5 mil por mês para manter o animal.

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