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Índios e lavradores dão adeus a dom Tomás durante velório em Goiás Velório realizado em Goiás e Goiânia reuniu pessoas emocionadas que lembraram a luta do religioso contra a injustiça social. Governador de Goiás decretou luto oficial de três dias

Étore Medeiros

Publicação: 05/05/2014 06:00 Atualização:

Durante o velório, na cidade natal de dom Tomás, a preocupação era com a continuidade da luta da Igreja pelos pobres, negros e indígenas (Dagmar Talga/Divulgação)
Durante o velório, na cidade natal de dom Tomás, a preocupação era com a continuidade da luta da Igreja pelos pobres, negros e indígenas


O corpo de dom Tomás Balduíno, morto aos 91 anos, na sexta-feira, em função de uma trombo-embolia pulmonar, foi velado durante todo o dia de ontem. Fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), na década de 1970, o religioso era um dos principais nomes da ala social da Igreja Católica no Brasil. Ontem, o velório do religioso começou em Goiânia, onde ele residia, antes de seguir para a cidade de Goiás, na qual Balduíno era bispo emérito.

O governador Marconi Perillo (PSDB) decretou luto oficial de três dias e, em nota, enalteceu a “atuação firme e corajosa na luta a favor dos mais carentes e dos indígenas. Também ajudou pessoas perseguidas pela ditadura militar. Um exemplo ímpar de amor e doação ao próximo”. Após uma longa cerimônia na capital, permeada por discursos políticos, o corpo de dom Tomás viajou 140 km até Goiás (GO). No meio da tarde, o caixão chegou à antiga capital do estado goiano em um caminhão do Corpo de Bombeiros. Um cortejo passou pela periferia da pequena cidade para depois chegar à Catedral de Nossa Senhora de Santana, onde Balduíno será enterrado na manhã de hoje.

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Logo na entrada da igreja, cerca de 40 índios Krahô-Kanela e Tapirapés, do Tocantins, “acolheram o corpo e conduziram o caixão para dentro da catedral. Houve uma celebração emocionante”, conta o padre Celso Leonel Carpenedo, pároco da Igreja de Santa Rita, em Goiás(GO). Na cidade desde 1981, o religioso conviveu longamente com dom Tomás Balduíno, bispo diocesano da cidade entre 1967 e 1999.

“As índias choravam muito, os homens cantavam e dançavam. Pintaram dom Tomás, colocaram um cocar de chefe indígena. Depois, fizeram depoimentos muito emocionantes, pedindo a continuidade da igreja na defesa dos povos indigenas, dos negros, dos camponeses. Não pediam só por eles”, relata Carpenedo.

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