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Manifestantes protestam contra reintegração de terreno do Jardim Botânico Local será utilizado para estufa e estudo de orquídeas

Agência Brasil

Publicação: 05/05/2014 17:19 Atualização:

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi fechado nesta quarta-feira (5/5) por causa de uma manifestação pelo bairro, na zona sul, para protestar contra a reintegração de posse do Clube Caxinguelê, no bairro do Horto, ocorrida nesta manhã. Alguns moradores tentaram impedir a reintegração e a Polícia Militar reagiu com spray de pimenta e balas de borracha. Dois manifestantes foram feridos por balas de borracha e pelo menos dois passaram mal com o spray. O grupo interditou a principal via do bairro e depois se dirigiu à delegacia da região para apresentar queixa.

Para a presidenta da Associação de Moradores e Amigos do Horto, Emília Maria de Souza, a remoção do clube é uma retaliação do Instituto Jardim Botânico do Rio contra a mobilização dos moradores por causa das remoções no bairro. “É retaliação. Pois no sábado impedimos que utilizassem o estacionamento irregular em frente à Escola Júlia Kubitschek por conta da exposição de orquídeas. Não é admissível que o Jardim Botânico recupere áreas para fazer estacionamento”, disse.

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“A atual direção do parque não tem sensibilidade social, pensam apenas em atender a elite e transformar esta área em quintal da sua casa”, disse Emília de Souza, argumentando que das cerca de 520 famílias que moram dentro do parque, a maioria é baixa renda.

A assessoria do Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a quem pertence o terreno, declarou que os ocupantes do clube foram intimados em 2 de abril de 2013, por meio de oficial de Justiça, para desocuparem o imóvel no prazo de 30 dias da notificação, mas não o fizeram. A reintegração cumpre a determinação da 17ª Vara Federal do Rio de uma ação civil pública ajuizada em 1990 pelo Ministério Público Federal. O local será utilizado para estufa e estudo de orquídeas. O instituto disse ainda que “atividades de um clube, com eventos esportivos, festas e iluminação forte à noite não se coadunam com a natureza nem missão do Instituto”.

Em abril, a União passou oficialmente as terras ao instituto e encaminhou o reconhecimento para registro em cartório. A desocupação da área ocupada pelo clube, que foi construído na década de 1960, é parte da ação de reintegração e foi decidida pela Justiça há mais de um ano, após quase 20 anos de litígio.

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