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Caseiro diz a senadores que não participou da morte de coronel da ditadura Na versão da Polícia Civil, o caseiro confessou a participação no latrocínio (roubo seguido de morte), no sítio do coronel, na Baixada Fluminense

Agência Brasil

Publicação: 06/05/2014 13:33 Atualização: 06/05/2014 13:48

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal informou nesta terça-feira (6/5) que o caseiro Rogério Pires, suspeito de ter participado da morte do coronel reformado do Exército Paulo Malhães, negou envolvimento no crime. Na versão da Polícia Civil, o caseiro confessou a participação no latrocínio (roubo seguido de morte), no sítio do coronel, na Baixada Fluminense.

A presidente da comissão, senadora Ana Ria (D), conversou com o caseiro, acompanhada dos senadores da comissão João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) (	Antonio Scorza/Agência O Globo)
A presidente da comissão, senadora Ana Ria (D), conversou com o caseiro, acompanhada dos senadores da comissão João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)


"Ele não confessou o crime, disse que não participou de nada, não sabia de nada, enfim, não confirmou a participação dele em momento algum", disse à imprensa a presidente da comissão, senadora Ana Ria (PT-ES). Ela conversou com o caseiro Rogério, na Delegacia Antissequestro do Rio, acompanhada dos senadores da comissão João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Segundo a presidente da comissão, o caseiro, que é analfabeto, foi ouvido pela Polícia Civil sem a presença de um advogado. “Nos estranhou muito uma pessoa como ele, que não sabe ler, não sabe escrever, não tem nenhuma escolarização, ter prestado depoimento seu um advogado. Isso é muito estranho”. Ela disse que Rogério não apresenta marcas de torturas e negou ter sido pressionado a prestar o depoimento à Divisão de Homicídio da Baixada Fluminense.

"Isto foi perguntado expressamente: Se ele, em algum momento, admitiu ter participado do assalto e do assassinato do coronel. Ele negou peremptoriamente. Disse que em nenhum momento admitiu isso [o crime]", acrescentou o presidente da Comissão da Verdade do Rio, Wadih Damous, que acompanhou a visita oficial da comitiva do Senado à delegacia onde está o preso.

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O caseiro também contou à comitiva que não sabia da participação dos irmãos no crime. Segundo Rogério, que ficou amarrado com a esposa do coronel durante o episódio no sítio, ele identificou os parentes por uma tatuagem já que dois envolvidos usavam capuz. Ele também revelou que um dos envolvidos falava ao telefone no momento da ação, o que pode ser um sinal da participação de mais pessoas, avalia o senador João Capiberibe.

Para o senador Randolfe, as declarações do caseiro levantam suspeitas sobre a possibilidade execução do coronel Malhães. “Essa é uma hipóteses com que estamos trabalhando”, disse. O militar tinha confessado à Comissão da Verdade do Rio de Janeiro ter participado ativamente de tortura de presos políticos durante a ditadura militar e deu detalhes sobre a prática no Rio de Janeiro.

A Comissão de Direitos Humanos disse que solicitará imediamente auxilio jurídico ao caseiro, por meio da Defensoria Pública e Proteção à Família do caseiro. Ainda hoje, a comitiva do Senado se reúne como o chefe da Polícia Civil do Rio, Fernando Veloso, para tratar do caso.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Paulo Costa
Como li em um artigo:"Conjecturas por conjecturas, pode ser essa esquerda raivosa, revanchista, q pretende por qualquer pretexto incriminar os militares q tenha planejado e executado esse crime!... Ou só eles podem fazer conjecturas?" Uma outra pergunta aos esquerdopatas:a maconha foi liberada aqui? | Denuncie |

Autor: Paulo Costa
Não bastasse tentarem "assassinar" Jango/JK, agora querem dizer que o Coronel também foi morto pelos militares...é muita imaginação, muita "teoria da conspiração...será que irão importar (com dinheiro público) peritos cubanos, venezuelanos?A verdade q nos interessa é outra...Petrobras, Celso Daniel.. | Denuncie |

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