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Ministério da Saúde recomenda manter atualizada vacina contra poliomielite Não há exigência para as pessoas que vêm ao Brasil de locais considerados em situação mais preocupante em relação a doença

Ana Pompeu

Publicação: 07/05/2014 06:00 Atualização:

Campanhas investem na imunização para manter doença erradicada  (Janine Moraes/Esp. CB/D.A Press - 12/6/10)
Campanhas investem na imunização para manter doença erradicada


Depois da Organização Mundial de Saúde (OMS) decretar, na última segunda-feira, estado de emergência de saúde pública para a poliomielite, que se propagou em vários países, o governo brasileiro informou que não há necessidade de mudança nos procedimentos de saída ou chegada de pessoas no país. Mesmo com eventos de grande porte, como a Copa do Mundo, que começa no próximo mês, não foi estabelecida exigência específica para as pessoas que vêm dos locais considerados em situação mais preocupante. Para os brasileiros que querem visitar essas nações, entretanto, o Ministério da Saúde recomenda que o cartão de vacinação seja mantido atualizado.

A decisão da OMS foi anunciada depois de uma série de reuniões do Comitê de Emergência, que funciona dentro do própria entidade internacional. É a segunda vez que a OMS toma uma atitude do tipo por uma doença. A primeira foi em 2009, com a gripe A. A entidade estima que o maior risco de propagação da poliomielite está no Paquistão, Camarões e Síria. Por isso, as autoridades locais foram cobradas para fazer campanhas de vacinação entre a população que precisa viajar. Há outros países incluídos no estado de emergência: Afeganistão, Guiné Equatorial, Etiópia, Iraque, Israel, Somália e Nigéria.

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No Brasil, que tem até certificado da OMS de eliminação da pólio, não há registros de infectados desde 1990. O Ministério da Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que também “monitora permanentemente a situação epidemiológica da doença em outros países”. Em relação ao comunicado da entidade, a pasta esclarece que não há recomendação sobre turismo e migração dos cidadãos das nações indicadas. “O documento não faz restrição de viagens para os países que tiveram circulação do vírus nos últimos meses”, enfatiza.

Sarampo
Os fluxos de turistas para a Copa do Mundo preocupam, no entanto, em relação a outras duas doenças. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS, recomenda a todos os turistas, torcedores, membros das delegações e jornalistas que viajarão para assistir aos jogos que se vacinem contra sarampo e rubéola, para poder manter a eliminação dessas doenças na região. Nas Américas, o sarampo foi eliminado em 2002; e a rubéola, em 2009. Considerando o risco de importação dos vírus e diante da realização do evento esportivo no Brasil, a Opas sugeriu às autoridades nacionais de saúde ações diferentes de prevenção e informação.

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