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Governador do Rio diz que não vai tolerar atos de vandalismo em paralisação Luiz Fernando Pezão informou que a polícia tem ordem para prender e encaminhar para a delegacia quem depredar os coletivos

Agência Brasil

Publicação: 08/05/2014 15:06 Atualização:

O governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse na manhã desta quinta-feira (8/5) que não vai tolerar atos de vandalismo durante a paralisação dos rodoviários do município do Rio de Janeiro. Segundo o governador, os policiais militares têm ordens de prender e encaminhar para a delegacia quem depredar os coletivos.

“Vamos desobstruir as pistas. Não vamos tolerar que se feche, que se façam piquetes. Quem depredar ônibus, vai ser preso. É vandalismo. Isso não ajuda em nada o trabalhador. Sabemos que isso é uma greve fora do sindicato. O sindicato antecipou o reajuste. Nós vamos cumprir a lei. Não vamos tolerar vandalismo no Rio de Janeiro, depredação de patrimônio público ou privado e fechamento de pistas”, afirmou o governador.

Pezão disse ainda que está totalmente aberto ao diálogo e que, com ações violentas, os manifestantes não vão conquistar nenhum benefício. “Eu recebo todas as categorias que me pedem. Eu nunca deixei de receber nenhum movimento sindical. A gente vai sempre na linha do diálogo. O nosso governo é de diálogo. Agora, com depredações, vandalismos, não vai avançar”.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou que está cobrando da Rio Ônibus (Sindicato das Empresas de Ônibus do Município do Rio) uma solução para a paralisação e não descarta punir a concessionária.

“Não posso negociar com funcionário que não é meu. Eu negocio com os meus funcionários. Isso eles discutem com os patrões deles. O que eu posso fazer é obrigar a Rio Ônibus a resolver essa situação sob penas contratuais. Tem penas contratuais, até a cassação da concessão”, explicou.

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De acordo com Paes, todo trabalhador tem direito a fazer manifestações populares. No entanto, isso não permite que os grevistas depredem ônibus e impeçam que colegas de trabalho continuem o serviço.

“Os motoristas são funcionários das empresas. Eles recebem a passagem todo dia dos trabalhadores que pegam o ônibus. Uma passagem que foi reajustada e, até onde eu entendi, permitiu o reajuste aos motoristas de ônibus. Conversei com o presidente da Rio Ônibus hoje. Ele disse que está tomando as medidas cabíveis. Pedi para que a Secretaria de Transportes planeje alguma contingência, principalmente, para a volta pra casa”, completou o prefeito.

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