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Negociação com sequestrador do ônibus foi difícil, diz sargento do Bope Sequestrador manteve motorista e estudante como reféns por quase três horas

Agência Brasil

Publicação: 11/05/2014 19:42 Atualização:

O sargento Glebson Ferreira Lima, integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foi o negociador que conseguiu convencer o sequestrador do ônibus da Linha 723 (Cascadura/ Mariópolis), Paulo Alberto Ferreira da Silva, 33, a se entregar ontem (10) à noite, depois de quase três horas em que ele mantinha o motorista Júlio César Pereira e a estudante Rafaela Lobo, 17, como reféns. Em entrevista, o sargento disse que a negociação foi difícil porque Paulo Alberto resistia.

“Ele falava coisas desconexas. Não conseguia concatenar nada. Teve uma hora em que oramos lá e em um momento ele me entregou a tesoura. Aí eu consegui convencê-lo a sair do ônibus. Ele estava tão desorientado que eu pedi para libertar o motorista, para ele abrir a porta para o motorista descer. Quando eu falei em abrir a porta ele falou que se a porta abrisse ele sairia também. E foi o que aconteceu”, disse. O sargento disse que em nenhum momento Rafaela foi ameaçada com palavras, mas que Paulo Alberto tinha nas mãos uma tesoura, que aproximou algumas vezes da estudante.

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O sargento contou ainda que, durante o sequestro, Rafaela se mostrou calma e o ajudou muito. “Com a sua calma, quando eu pedia para ela falar com ele ela falava. Ela foi primordial”, contou, acrescentando que em determinados momentos em que o sequestrador ficava calado, ele pedia para a estudante conversar com ele para continuar o contato com a negociação.

Ainda de acordo com o sargento, Rafaela ajudou Paulo Alberto na tentativa de conversar com a família por telefone, mas como não conseguiu, ele deixou que a estudante ligasse para os pais dela.

Esta não foi a primeira negociação com um criminoso na qual o sargento esteve envolvido, mas ele contou que nunca tinha atuado em uma situação de sequestro, situações nas quais o nível de estresse é muito alto e por isso, o que pede que o policial tenha muita disciplina e calma. “É por isso que os nossos cursos são tão difíceis e há uma exigência muito grande. Em momentos como estes, precisamos ter serenidade”, disse.

Paulo Alberto Ferreira da Silva foi preso em flagrante pelos crimes de sequestro qualificado e ameaça. Ele foi transferido hoje (11) da 39ª Delegacia Policial (Pavuna), onde estava detido, para a Cadeia Pública José Frederico Marques, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a unidade é a entrada no sistema prisional do Rio e, por isso, se houver necessidade, ele poderá ser transferido para outro presídio.

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Autor: jackson cabral
fazer concurso pra PM, concluir o difícil curso do BOPE (atirar em alvos de papel, correr, gritar) e depois levar três horas pra desarmar um peba com uma tesoura!, estamos todos fritos com esta polícia brasileira, pelo menos a refém não morreu! | Denuncie |

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