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Usuários protestam contra fechamento do parque aquático no Rio de Janeiro O espaço, no Complexo do Maracanã, será fechado durante a Copa do Mundo

Agência Brasil

Publicação: 14/05/2014 12:38 Atualização: 14/05/2014 12:41

Cerca de 80 pessoas fizeram na manhã desta quarta-feira (14/5) um protesto contra o fechamento temporário do Parque Aquático Julio Delamare, no Complexo do Maracanã, zona norte do Rio. O parque será fechado durante a Copa do Mundo por causa das montagens das instalações provisórias da Federação Internacional de Futebol Associado. O parque atende, além de suas atividades normais, a idosos e dezenas de crianças com necessidades especiais.

Alunos, atletas, professores e funcionários se reuniram na lateral da piscina olímpica do parque e protestaram contra o fechamento do local. Segundo os manifestantes, desde a reabertura do Julio Delamare, em novembro de 2013, não há profissionais suficientes para ministrarem aulas para os dez mil alunos.

“Na segunda-feira [12] chegamos aqui as 7h e o portão estava fechado. Mais uma vez a falta de planejamento administrativo prejudicou o povo que precisa deste espaço para nadar, para fazer hidroginástica. O que estamos pedindo não é grátis. A gente paga com o nosso imposto. Muita gente acha que o Delamare voltou a funcionar normalmente. Não voltou. Voltou com 12 professores para atender 10 mil alunos em várias modalidades”, disse Rosângela Maciel, integrante da Comissão pelo Parque Aquático Julio Delamare.

De acordo com Rosângela, o governo está arcando com os custos da má administração, visto que os atletas profissionais que antes treinavam no Julio Delamare, estão treinando em piscinas e parques aquáticos particulares.

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“Ontem [13] tivemos uma pequena reunião com a Secretaria do Esporte e Lazer e eles prometeram essa audiência pública, onde a gente pretende mostrar o máximo a necessidade de mantermos o projeto social que acontecem neste espaço são muito importante”, completou. O professor de educação física Carlos Becker, de 65 anos, trabalha no Julio Delamare desde a década de 80 e disse estar muito triste com o fechamento do parque aquático.

“Lamentavelmente as pessoas que dependem do serviço público de qualidade, e aqui é um local que a gente presta serviço público de qualidade, vão ficar ao Deus dará. São pessoas que necessitam muito, não só os portadores de deficiência, mas os idosos também. Profissionais que estão aqui há muitos anos foram sumariamente demitidos. Estamos aqui em aviso prévio”, informou o professor.

Já o autônomo Roberval Moraes, de 63 anos, faz natação no parque aquático há 31 anos e afirma que o fechamento do Julio Delamare pode prejudicar a saúde das pessoas que faziam atividades físicas no local.

“É um sentimento de perda grandíssima. Todos nós aqui do entorno do Maracanã temos a necessidade de praticar esportes. As pessoas que estão nadando aqui saem dos hospitais públicos. Os médicos dizem que a gente precisa ter uma boa alimentação e fazer exercícios físicos. E estão nos cortando isto. O nosso poder público está cada vez se degradando mais”, disse.

A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer informou, em nota, que as aulas no parque aquático estão suspensas desde a última sexta-feira (9/5). O espaço será reaberto após o fim da Copa do Mundo.

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