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Manifestação causa congestionamento na Rodovia Anhanguera, em São Paulo Série de mobilizações, convocadas em redes sociais, devem testar governo antes da Copa do Mundo nesta quinta-feira

Publicação: 15/05/2014 07:58 Atualização: 15/05/2014 08:24

Protestos convocados por diversas organizações da sociedade civil complicaram desde cedo a vida dos moradores de São Paulo nesta quinta-feira (15/5). Por volta das 7h, manifestantes de movimento sem-teto bloquearam a Rodovia Anhanguera, região de Osasco, na altura do km 19, segundo informações concessionária CCR AutoBan, que administra a rodovia. Por mais de uma hora, todas as faixas foram interditadas, causando um grande congestionamento. Os manifestantes liberaram a via pouco depois das 8h, mas grandes filas de carros se formam.

Para fechar o trecho da rodovia, os manifestantes colocaram fogo em pneus. Com cartazes e faixas gritaram várias palavras de ordem. Após a liberação, o Corpo de Bombeiros de São Paulo, que já acompanhava a movimentação, apagou o fogo para limpar a pista. Na Zona Sul, manifestantes fizeram uma passeata, saindo de Interlagos com Marginal Pinheiros rumo à Ponte do Socorro.

Estão agendadas manifestações em, pelo menos, sete cidades-sede da Copa do Mundo: Rio de Janeiro, Distrito Federal, Fortaleza, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e Salvador, além de Vitória, no Espírito Santo e, Santiago, no Chile. As confirmações pelo Facebook passavam das 12 mil até a noite dessa quarta-feira (14/5). Os objetivos são diversos, mas têm como crítica principal os gastos públicos para a realização da Copa do Mundo no Brasil. Com a bandeira de “Manifesto 15M — Copa sem povo? Tô na rua de novo!”, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) de São Paulo planeja fazer seis ações simultâneas só na manhã de hoje.

No Distrito Federal, estão programadas manifestações nas regiões administrativas e, às 16h, haverá uma grande concentração na Rodoviária do Plano Piloto. Serão colocados, em contraste, os gastos com estádios e a péssima qualidade de serviços públicos de saúde e de transporte público. Cada Comitê Popular da Copa, instituído nas 12 cidades sedes do Mundial, planeja um calendário de atos.

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Os manifestantes pretendem tomar as ruas, como ocorreu em junho do ano passado, quando uma série de atos mobilizou milhares de brasileiros durante a Copa das Confederações. Em manifesto, ativistas e movimentos que convocaram o 15M, nome do movimento numa referência à data de hoje, apresentam 11 reivindicações, dentre as quais, o arquivamento dos projetos de lei que tipificam crime de terrorismo ou ampliam penas para danos causados durante manifestações. Os atos também cobram a desmilitarização das polícias, pensão vitalícia para as famílias dos nove operários mortos trabalhando na construção de estádios da Copa, bem como a responsabilização das construtoras.

Os movimentos também reivindicam o fim dos despejos e das remoções forçadas, a realocação de todas as famílias atingidas e a garantia de moradia digna. Defendem a democratização dos meios de comunicação, com ênfase nas transmissões dos jogos, que será feita com exclusividade pela Rede Globo, e investimentos em transporte público de qualidade, além da tarifa gratuita nos transportes públicos – pauta que movimentou o país, no ano passado.

Cada cidade tem uma programação própria dos atos, mas a maior parte das passeatas está prevista para o período da tarde.

 

Com informações da Agência Brasil

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