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Educação de Jovens e Adultos teve queda de 25% nas matrículas em seis anos Em série de reportagens, o Correio mostra, a partir de hoje, a rotina de quem tenta retomar os estudos por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA)

Daniela Garcia - Correio Braziliense

Publicação: 18/05/2014 08:00 Atualização:

Catiane Nascimento, 25 anos: rotina entre o trabalho e o estudo atrapalha a relação com a filha de 3 anos (Carlos Moura/CB/D.A Press)
Catiane Nascimento, 25 anos: rotina entre o trabalho e o estudo atrapalha a relação com a filha de 3 anos


Daqui a três anos, quando se formar no ensino médio, Catiane Nascimento, 25 anos, pretende ser chamada de mãe pela única filha, 3 anos. Desde que a menina nasceu, as duas estão separadas porque a piauiense, radicada em Brasília, dorme, de segunda à sexta-feira, na casa onde trabalha como babá na Asa Sul. Desde fevereiro, ela decidiu retomar os estudos no Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas). O plano, de médio prazo, é deixar de vez essa rotina de distância da menina. “É chato não ser chamada de mãe. Por isso, estou estudando. Quero ter mais tempo para ficar com ela”, argumenta.

Catiane faz parte de um grupo de milhares de brasileiros que tenta, com dificuldade, voltar aos estudos por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A partir de hoje, o Correio publica a série de reportagens “O Difícil Retorno” que conta a trajetória de pessoas que enfrentam desafios além dos muros da escola para completar o ensino regular. Segundo dados de 2011, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, o Brasil tem 56,2 milhões de pessoas com mais de 18 anos que não frequentam a rede de educação e não têm o ensino fundamental completo. Para elas, o sistema público indicado são as turmas da EJA. No entanto, a adesão à política vem diminuindo nos últimos anos. Dados do Censo Escolar, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), mostram que, em 2007, haviam 4.985.338 alunos matriculados na rede; em 2013, esse número caiu para 3.772.670. Em seis anos, houve uma diminuição de 25% nas matrículas do sistema.

Catiane está longe da escola há 10 anos, desde que deixou o Piauí para trabalhar em Brasília. Enquanto cuida de três crianças no trabalho, a filha, Lorrane, fica sob os cuidados da amiga Eva de Cássia, no Recanto das Emas, a 25km do Plano Piloto. Desde janeiro, a babá cursa, à noite, a 5ª série do ensino fundamental. No sistema da EJA, Catiane pode fazer uma série a cada seis meses. Para ela, faltam, no mínimo, três anos para se formar no ensino médio. Até lá, a babá deve continuar a pagar R$ 250 por mês à amiga, com quem divide o aluguel da casa no Recanto. “Ela já têm três filhos. Eu pago para ela cuidar da minha também. Aí, a Lorrane acaba chamando ela de mãe e eu de Cátia”, conta.

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