Brasil
  • (2) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Entidades anunciam protestos em reação contra ofensa à liberdade religiosa Manifestações em Brasília, Rio de Janeiro e Salvador vão criticar o juiz que, ao negar a retirada de vídeos ofensivos da internet, não considerou crenças afrodescendentes como religiões

Julia Chaib

Publicação: 19/05/2014 08:02 Atualização:

A afirmação de que a umbanda e o candomblé não são religiões, feita pelo juiz Eugênio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio de Janeiro, em decisão do último dia 28, irritou diversos setores da sociedade e repercutiu nas redes sociais. Tanto que, no Rio de Janeiro, em Salvador e em Brasília, foram marcados atos em favor da liberdade religiosa para a próxima quarta-feira. No DF, a manifestação será na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, às 13h.

Integrantes da Federação Brasileira de Umbanda e Candomblé, durante ato, em 2009, contra a intolerância religiosa: respeito assegurado na Constituição  (	Edílson Rodrigues/CB/D.A Press)
Integrantes da Federação Brasileira de Umbanda e Candomblé, durante ato, em 2009, contra a intolerância religiosa: respeito assegurado na Constituição


A decisão de Araújo foi em resposta à ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) pedindo a retirada, do YouTube, de vídeos considerados ofensivos à umbanda e ao candomblé. Ao negar o requerimento, o juiz argumenta que “manifestações religiosas afrobrasileiras não se constituem religião”. Ele ainda afirma que essas práticas “não contêm traços necessários de uma religião, como um texto base, uma estrutura hierárquica (Corão, Bíblia etc.) e um deus a reverenciar”. O MPF já recorreu contra a liminar.

Leia mais notícias em Brasil

Na avaliação de Ronaldo Cramer, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro (OAB-RJ), Araújo extrapolou os limites da competência de um juiz. “Tem certas coisas em que o Judiciário não deve se intrometer. Quem define o que é religião nunca pode ser o Judiciário. Essa é uma pergunta que deve ficar para setores específicos, ainda mais quando se trata de umbanda e candomblé, que são tradicionais em nosso país”, diz Cramer. O MPF entrou com a ação em março, provocado por uma denúncia da Associação Nacional de Mídia Afro, que pediu a exclusão dos vídeos nos quais pastores evangélicos atacam as crenças.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Maria do Socorro Fernandes
O Juiz está correto. Os próprios umbandistas e candomblecistas, quando questionados sobre os rituais em que pessoas aparecem aparentemente fora de autocontrole, alegam tratar-se de manifestação cultural e não possessão demoníaca. Imagine também deletar os vídeos de denúncias contra evangélicos, cató | Denuncie |

Autor: César Dahm
Salve a Umbanda ! ! ! | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.



  • Últimas notícias
  • Mais acessadas