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Clérigo britânico radical é declarado culpado de acusações de terrorismo O ex-imã da mesquita londrina de Finsbury Park pode ser condenado à prisão perpétua

Publicação: 19/05/2014 17:39 Atualização:

Nova York - Os integrantes do júri no julgamento do clérigo radical britânico Abu Hamza declararam o acusado culpado das 11 acusações que tinha recebido, nesta segunda-feira (19/5) em Nova York. O ex-imã da mesquita londrina de Finsbury Park pode ser condenado à prisão perpétua. Sua pena será anunciada posteriormente.

Ele foi acusado de complô e de sequestro por ter ajudado os homens que levaram 16 turistas ocidentais no Iêmen em 1998; de apoio ao terrorismo pelo projeto de um campo de treinamento para a jihad em 1999 no estado do Oregon (noroeste dos EUA); e de ter enviado recrutas para treinar no Afeganistão. Os jurados deliberaram por menos de dois dias para chegar a este veredito, após quatro semanas de julgamento.

Aos 56 anos, cego e com os dois braços amputados em uma explosão acidental no Paquistão, Abu Hamza, de origem egípcia e que tem como verdadeiro nome Mustafa Kamel Mustafa, rejeitou todas as acusações feitas contra ele, apesar de reconhecer que algumas vezes havia utilizado palavras duras em seus sermões e discursos inflamados.

Ele admitiu ter fornecido um telefone por satélite ao grupo islâmico que sequestrou os turistas ocidentais no Iêmen, mas afirmou ter sido informado do sequestro apenas após a ação.

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Ele também declarou ter jogado fora o fax em que um jovem que frequentava a sua mesquita falava de um projeto de campo de treinamento para a jihad no Oregon em 1999. E acrescentou que não tomou conhecimento de que outro tinha ido ao Afeganistão para combater.

Todos esses fatos ocorreram antes dos ataques de 11 de setembro. O procurador Ian McGinley considerou na semana passada que havia "provas irrefutáveis " de sua culpa.

Já o advogado de defesa, Jeremy Schneider, denunciou provas incriminatórias "insignificantes", argumentando que seu cliente foi julgado "por suas declarações e não fatos". Abu Hamza, pai de nove filhos e engenheiro de formação, tornou-se imã da mesquita de Finsbury Park em 1997.

A mesquita foi fechada em 2003 e Abu Hamza, preso em 2004, a pedido das autoridades americanas. Depois de sete anos de prisão na Inglaterra por incitação ao assassinato e ao ódio racial, ele foi extraditado para os Estados Unidos em outubro de 2012.

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