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Estudantes têm investido no ensino a distância para conseguir o diploma Especialistas ressaltam, no entanto, que o contato pessoal é muito importante na formação

Renata Mariz

Publicação: 20/05/2014 06:30 Atualização: 20/05/2014 08:30

Com mais de 30 anos, duas filhas a tiracolo e o emprego de doméstica para sustentar a família, Rosângela Gomes Jacinto tentou, por três vezes, retomar os estudos. Mal chegava à metade do ano, a paraibana de Monteiro desistia da empreitada. A mais recente investida para terminar o ensino médio começou há um ano e meio, com a possibilidade de o curso ser feito a distância. “Eu já tinha computador e internet em casa. Minhas irmãs falaram: ‘agora é com você’. E eu encarei o desafio”, conta Rosângela, hoje com 41 anos.

Pela internet, Rosângela Gomes se formará no ensino médio e já sonha em fazer uma faculdade (Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
Pela internet, Rosângela Gomes se formará no ensino médio e já sonha em fazer uma faculdade


Ela faz parte de um segmento que se consolida na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil: os adeptos das aulas a distância. Embora o número total de matrículas nesse tipo de ensino venha caindo no país, a quantidade de alunos que estudam por conta própria tem se mantido estável nos últimos anos, inclusive em termos proporcionais. São 456 mil estudantes que, em busca do certificado de ensino fundamental ou médio, se amparam em apostilas, no caso do supletivo por correspondência; em vídeos, usados em cursos pela televisão; e, mais recentemente, na internet. Só as provas costumam ser presenciais.

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Jovens e adultos que optaram em retomar a educação básica pelo ensino a distância representam 12% do total de 3,7 milhões matriculados na EJA no Brasil em 2013, tanto na rede pública quanto no sistema privado. As facilidades trazidas pela modalidade — como fazer o próprio horário de estudo e não ter de se deslocar para uma sala de aula nem sempre perto de casa ou do trabalho — são pontos comemorados por especialistas. Eles ressaltam, entretanto, que a falta do contato pessoal proporcionado na escola diminui o alcance do ensino idealizado numa perspectiva de emancipação.

“Para aqueles que professam a concepção de uma educação de jovens e adultos crítica, que visa à mudança e à conscientização, o ensino pela internet se apresenta como uma iniciativa complicada”, afirma Debora Cristina Jeffrey, membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em EJA da Unicamp. Ela explica que a dificuldade não vem pela falta de acesso à tecnologia. “Muitos alunos de locais desenvolvidos têm smartphone, hoje em dia. A questão é se queremos uma formação instrumental, que aufere competências e habilidades, ou queremos formar integralmente”, analisa a especialista.

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