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Morre, aos 82 anos, o arquiteto João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé Ele deixou um legado de obras por várias cidades brasileiras, de Macapá ao Rio de Janeiro - mais de duas dezenas em Brasília

Conceição Freitas

Publicação: 21/05/2014 12:54 Atualização: 21/05/2014 19:43

João da Gama Filgueiras Lima, arquiteto, conhecido como Lelé ( Raimundo Paccó/CB/D.A Press)
João da Gama Filgueiras Lima, arquiteto, conhecido como Lelé


Um dos mais importantes arquitetos brasileiros de todos os tempos, João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé, morreu ao meio-dia desta quarta-feira (21/5), depois de mais de dois meses internado em consequência de um câncer. Ele tinha 82 anos. O corpo será velado no Centro Administrativo dda Bahia, em Salvador, na manhã desta quinta-feira (22/5). Segue para Brasília no mesmo dia, onde será sepultado na sexta-feira (23/5), na Ala dos Pioneiros do Cemitério Campo da Esperança (Asa Sul). Ainda não há informações confirmadas sobre o velório na capital federal.

Veja a galeria de fotos com as principais obras

Em parceria com Oscar Niemeyer, Athos Bulcão e Darcy Ribeiro, Lelé projetou algumas das mais grandiosas, inteligentes, funcionais, sociais e belas obras de Brasília. Com Oscar, fez o Minhocão e o Quartel-General do Exército, por exemplo; com Athos Bulcão, as unidades da Rede Sarah; com Darcy, o Beijódromo. Seu corpo está sendo velado em Salvador, onde morreu, e depois segue para Brasília, onde será enterrado no Campo da Esperança.

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Lelé deixou obras por várias cidades brasileiras, de Macapá ao Rio de Janeiro, mais de duas dezenas em Brasília e um legado único: era um arquiteto que inventava modos de construção mais rápidas, os pré-fabricados, produzia novas tecnologias e dedicava-se a projetar hospitais, escolas, equipamentos urbanos, móveis hospitalares e tudo o mais que facilitasse a vida dos doentes e das populações periféricas. Era um utopista e um pragmático. Sensível e discreto. Nasceu no Rio de Janeiro e morou em Brasília e em Salvador.

Lelé teve três filhas, Luciana, Adriana e Sônia, nascidas em Brasília. Luciana nasceu com paralisia cerebral, o que ajudou a motivar o arquiteto a tomar o rumo da reabilitação dos movimentos. Adriana é arquiteta; Sônia, jornalista.

Veja a trajetória de Lelé na linha do tempo interativa
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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: ALOIZIO ALVARENGA
E O SARNEY TÁ VIVO.... | Denuncie |

Autor: Carla Carla
Percebe-se o nível de cultura de um país pelo número de comentários a uma notícia como essa. Lamentável a perda do gênio Lelé. Vá em paz... | Denuncie |

Autor: flavio bicalho
O Brasil está de luto. Morre o maior arquiteto da atualidade do Brasil, a quem devemos muito. Sua obra é extraordinária. Um mestre, um ser humano maravilhoso e também um amigo. Já deixa saudades. Vá com Deus Lelé. | Denuncie |

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