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Garotos que sonham em virar jogadores de futebol são alvos do tráfico Desconhecimento da população e legislação falha tornam o país da Copa um campo fértil para traficantes

Ana Pompeu

Publicação: 26/05/2014 06:00 Atualização: 26/05/2014 08:40

Campos improvisados, alojamentos precários e retenção de documentos fazem parte da realidade vivenciada pelas vítimas (Ed Alves/CB/D.A Press)
Campos improvisados, alojamentos precários e retenção de documentos fazem parte da realidade vivenciada pelas vítimas


O tráfico internacional de pessoas normalmente é associado à exploração sexual ou a trabalhos forçados. No entanto, esse tipo de crime está se diversificando. Entre as novas modalidades, o esporte tem ganhado adeptos. A profissionalização do futebol trouxe a negociação de jogadores por cifras altas. Com interesse em ganhar com a transação de atletas, pessoas se passam por treinadores e trazem crianças e adolescentes de outros países para o Brasil com a promessa de formação e colocação em um clube. Mas esses jovens encontram campos improvisados, equipe sem qualificação, alojamentos precários, tem os documentos retidos e são submetidos a situações degradantes.

A falta de informação facilita que famílias se tornem vítimas ou mesmo que colaborem com o esquema de aliciamento. A legislação tem lacunas e ainda não tipifica todos os casos como tráfico. Esses fatores dificultam a identificação e o combate à ação criminosa. Há episódios em que, mesmo depois que o Ministério Público do Trabalho comprovou as irregularidades, nenhum indiciamento foi feito pelo entendimento da Polícia Federal de que não se tratava de tráfico de pessoas.

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Entre apuração e encaminhamento à PF, o fato ocorreu no Paraná no ano passado. Um site divulgava fotos de um suposto centro de treinamento que não pertencia aos anunciantes. O time teria o nome de Esporte Clube Piraquara, mas não há registro dele na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Quando os estrangeiros chegavam, os passaportes eram recolhidos pelo representante da agremiação com a desculpa de que estariam mais bem guardados. O dinheiro mandado pelos pais era sacado pelos treinadores, que não repassavam aos atletas.

Procuradora do Ministério Público do Trabalho, Cristiane Maria Sbalqueiro Lopes investigou o caso. “Aqui, esses meninos não estudavam. Estavam integralmente à disposição para treinamentos desportivos, pelos quais jogavam com os times de bairro”, conta. De acordo com ela, eram todos sul-coreanos entre 14 e 17 anos e não falavam português nem inglês.

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