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Rodoviários do Rio fazem assembleia e podem decidir por nova paralisação Entre as reivindicações da categoria estão os pedidos de 40% de reajuste nos salários, tíquete-alimentação de R$ 400 e o fim da dupla função de motorista e cobrador

Agência Brasil

Publicação: 27/05/2014 11:59 Atualização: 28/05/2014 08:33

Os rodoviários do Rio de Janeiro que integram o movimento dissidente da categoria fazem nesta terça-feira (27/5) às 16h, na Candelária, no centro do Rio, uma assembleia em que podem decidir por uma nova paralisação. Na avaliação de Hélio Alfredo Teodoro, um dos líderes do grupo, desde o início deste mês, quando fizeram uma interrupção dos serviços que surpreendeu os passageiros de ônibus do Rio, não houve avanço nas negociações. O grupo pede 40% de reajuste nos salários, tíquete-alimentação de R$ 400 e o fim da dupla função de motorista e cobrador.

“O rodoviário está indignado. Tomou falta nas greves que aconteceram e ainda foi descontado do pagamento. E eles [Prefeitura do Rio e empresas de ônibus] não vêm para conversar. Fica complicado. O rodoviário está igual a uma panela de pressão”, disse. Segundo Teodoro, não haverá indicativo de paralisação por parte dos líderes do movimento, mas a decisão pode ser tomada pelos próprios rodoviários. "Tem 80% de chance de ter greve. Nenhum meio público se manifestou sobre o que está acontecendo. Ninguém intima o sindicato a negociar com a categoria. É o que a classe quer. Sentar e conversar, mas ninguém faz isso", acrescentou.

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Antes da assembleia, o grupo tem uma audiência às 14h, no Ministério Público do Trabalho (MPT). “O máximo que eles podem fazer lá é intimar, ou seja, se eles quisessem também já tinham feito isso. Nós entramos com uma representação do que a gente quer. Eles já estão com a nossa pauta. Só que até hoje não fizeram nada e não vai ser hoje que vão fazer”, explicou lembrando que já houve um entendimento da Justiça de que o grupo não é representante legal da categoria.

Teodoro não teme que a paralisação seja considerada abusiva, como o que ocorreu com a greve dos rodoviários de São Paulo. “O que fizeram em São Paulo, imagina, a população está trabalhando e do nada eles decretam a greve e recolhem os ônibus para a garagem deixando todo mundo nas ruas. Uma coisa que nas nossas greves do Rio não aconteceu. A população já está ciente de que os rodoviários podem parar a qualquer momento”, disse.

O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Rio de Janeiro (Sintraturb-RJ), José Carlos Sacramento de Santana, que participou das reuniões para fechar um acordo da categoria com a Prefeitura do Rio e com as empresas de ônibus, disse que não acredita que haja uma nova paralisação. “Não estou prevendo isso não. Nenhuma paralisação, porque é um grupo que está se desentendendo e não vejo futuro nessa manifestação. Por mim, não tem preocupação com isso”, analisou.

O sindicalista apontou que não há como mudar o acordo assinado, que determinou um reajuste de 10% nos salários, 40% na cesta básica e tíquete-alimentação de R$ 140 por mês, com desconto de R$ 10 pagos pelo trabalhador. “Não vejo por onde [fazer alteração no acordo]. Um acordo já foi feito e a categoria foi beneficiada com maior porcentagem de aumento”, explicou.

Santana disse que o Sintraturb, representante legal da categoria, não foi convidado para participar da audiência de hoje no Ministério Público do Trabalho.

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