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Cesáreas chegam a 88% em hospitais privados Levantamento da Fiocruz revela que 52% das mulheres brasileiras passam pela cirurgia na chegada dos filhos. No DF, 61,3% dos nascimentos em 2013 foram cirúrgicos

Julia Chaib

Publicação: 30/05/2014 06:02 Atualização: 30/05/2014 08:26

Michelle Watkins faz parte dos 5% das mulheres que deram à luz sem nenhum tipo de intervenção (Carlos Moura/CB/D.A Press)
Michelle Watkins faz parte dos 5% das mulheres que deram à luz sem nenhum tipo de intervenção


Distante do índice considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) — 15% —, mais da metade das mulheres brasileiras (52%) fazem parto cesáreo. Nos hospitais privados, a proporção é ainda maior: 88%, sendo que somente 36% delas optaram pela cesariana desde o início da gestação. Os dados foram divulgados ontem em pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que mostrou que apenas 5% das gestantes fizeram um parto sem qualquer intervenção, diferentemente da Inglaterra, por exemplo, onde esse percentual é 40%. No Distrito Federal, segundo a Secretaria de Saúde, de 41.010 nascimentos na rede pública em 2013, 61,3% foram cirúrgicos.

No levantamento, foram ouvidas mulheres de 266 hospitais públicos entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012. Uma das coordenadoras da pesquisa, Silvana Granado considera a constatação muito negativa. “Infelizmente, o pré-natal não está tendo o papel de mostrar às mulheres que elas devem dominar o trabalho de parto. Sem contar que o normal é um gasto de tempo para o profissional, enquanto a cesariana é rápida, por ser agendada. O normal é trabalhado com medo no pré-natal.”

De acordo com Silvana, passa-se a ideia às gestantes de que é possível controlar riscos nas cesáreas. No entanto, o procedimento não deixa de ter as complicações de qualquer cirurgia. “Os nenéns são tirados antes do trabalho de parto. Há pesquisas que mostram que isso pode causar asma, diabetes e consequências no aprendizado. Isso tem a ver com a questão de ele ter nascido fora da hora. Na mulher, há o risco de hemorragia”, alerta. Para a especialista, mesmo quando acontece o parto normal, são feitas tantas intervenções farmacológicas que podem causar dor e assustar a mãe.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: ana lucia teixeira
continuando, e o Governo nada faz sobre isso para impor às administradoras de plano de saúde um valor mais justo para o normal, o que penso ajudaria e muito os médicos quererem fazer um parto normal. | Denuncie |

Autor: ana lucia teixeira
Sou mãe de 4, três foram normais e a caçula cesárea pois mesmo em trabalho de parto não dilatei e não tive contração mesmo com remédio, o que foi Providência Divina porque se normal, teria que usar fórceps. A classe médica incentiva a cesárea ao não atender o parto normal por plano de saúde e ... | Denuncie |

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