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Integrantes do MPL protestam em frente à Secretaria de Segurança Pública Alguns funcionários estão tentando entrar no prédio, mas é preciso passar por cima dos manifestantes que estão sentados na escadaria

Agência Brasil

Publicação: 30/05/2014 14:00 Atualização:

Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) fazem neste momento um ato em frente à Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo contra o inquérito que investiga a atuação de manifestantes em protestos de rua. Eles estão sentados no chão, bloqueando a passagem dos carros pela Rua Líbero Badaró, no centro, e parte deles está acorrentada na porta de entrada do prédio. O MPL considera que o inquérito ilegal e que tem como objetivo desarticular a ação do movimento.

O clima é tenso na porta da SSP. Alguns funcionários estão tentando entrar no prédio, mas é preciso passar por cima dos manifestantes que estão sentados na escadaria. Por volta das 12h15, houve um empurra-empurra, quando um homem entrou e, segundo os integrantes do movimento, pisou em uma das pessoas acorrentadas, o que provocou a reação dos presentes. Um dos policiais, que faz um cordão de isolamento na entrada, interveio empurrando o manifestante.

Segundo Marcelo Hotimski, militante do MPL, além de integrantes do movimentos, pessoas que não foram aos protestos também estão sendo chamadas a depor, como pais e mães de militantes. “Optamos por não ir e deixar bem claro que consideramos isso um absurdo. Da terceira vez que você é chamado e não vai, pode acontecer uma condução coercitiva. A gente foi chamado esta quarta vez e a polícia falou que ia trazer outras pessoas para o Deic [Departamento Estadual de Investigações Criminais]”, declarou.

Algumas pessoas, no entanto, já estão sendo levados coercitivamente à delegacia, de acordo com o movimento. “Nos últimos três dias, familiares foram constrangidos com a presença de investigadores do Deic na porta de suas casas para, sem ordem judicial, conduzir coercitivamente os intimados”, diz nota do grupo.

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Ele disse que o ato é uma forma de pedir explicações ao secretário Fernando Grella sobre os abusos que estão sendo cometidos na condução do inquérito e reivindicar a suspensão das investigações. “É um absurdo no geral, a própria criação dele tem intuito de desmobilizar as pessoas que estão se manifestando”, avaliou. Hotimski acredita que os militantes do MPL devem ter o direito de permanecer em silêncio diante de um procedimento de que discordam.

O inquérito que, segundo a SSP, investiga práticas criminosas cometidas durante os protestos foi instaurado em outubro do ano passado. O órgão informou, por meio da assessoria de imprensa, que as investigações correm dentro da legalidade. Disse ainda que o secretário não deve receber nenhum representante do movimento.

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