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Debate sobre a presença de gays na Forças Armadas ganhará novos rumos Este ano, oito denúncias de pederastia, crime previsto no Código Militar, chegaram ao STM

Renata Mariz

Publicação: 03/06/2014 07:00 Atualização: 03/06/2014 09:14

O casal Fernando e Laci sofreu repressão no Exército: apelação a instância internacional após julgamento no STM (Bruno Peres/CB/D.A Press)
O casal Fernando e Laci sofreu repressão no Exército: apelação a instância internacional após julgamento no STM


De janeiro a maio deste ano, o Superior Tribunal Militar (STM) recebeu oito denúncias criminais de pederastia — mais do que as seis registradas em todo o período de 2013. Previsto no Código Penal Militar, o delito consiste em praticar “ato libidonoso, homossexual ou não, em lugar sujeito à administração militar”, com pena de detenção de seis meses a um ano. Enquanto dentro das Forças Armadas a punição é considerada necessária e alinhada ao rigor da vida na caserna, entidades de direitos humanos e organizações ligadas ao movimento gay apontam a previsão legal do crime, questionada atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF), como uma forma de perseguir militares devido à orientação sexual.

Cercado de tabu dentro e fora dos quartéis, o debate sobre a presença de gays no Exército, na Marinha e na Aeronáutica deve ganhar novos contornos a partir do dia 16, quando Maria Elizabeth Teixeira Rocha, a primeira mulher escolhida para presidir o Superior Tribunal Militar, assumir o posto. Em entrevista ao site de notícias G1, ela defendeu que as Forças Armadas avancem na aceitação de homossexuais. Embora não haja nenhum dispositivo legal que impeça, formalmente, a permanência de militares gays, não são incomuns relatos de perseguições e intimidações dentro dos quartéis.

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Protagonista de uma história que se tornou conhecida no Brasil e até internacionalmente, Fernando Alcântara de Figueiredo, ex-sargento do Exército casado com Laci Araújo, sargento reformado da mesma Força, considera positiva a presença de Elizabeth na presidência da mais alta Corte Militar do país. “Embora ela vá fazer o mandato tampão, para terminar o do atual presidente, esperamos que consiga alterar a lógica do tribunal”, afirma Fernando. “Mas, a despeito da boa vontade, sabemos que é difícil mudar a postura de um local em que a maioria dos ministros vem dos mais altos postos na hierarquia militar.”

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Raimunda Santos
Por que, ela é sapatão? Aonde vai está o gay ou sapatão não importa. Dentro do serviço militar ele é um profissional e como tal deve ser tratado. Agora, atos libidinosos tem que ser proibido em qualquer lugar e a qualquer um, não importa se gay ou hetero. Se não, o País vai virar um grande bordel. | Denuncie |

Autor: diogo silva braga
desde que não fique rebolando e afeminado..problema dele..mas imagina um general rebolando e desmunhecando...ai não da ne. | Denuncie |

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