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FAB reativa sala master de comando e controle do fluxo aéreo durante a Copa Planejamento feito pelo CGNA envolve a capacidade instalada e a demanda prevista

Agência Brasil

Publicação: 05/06/2014 18:23 Atualização:

O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), da Força Aérea Brasileira, reativou nesta quinta-feira (5/6) a sala master de comando e controle do fluxo de tráfego aéreo durante a Copa do Mundo, que começará no dia 12 deste mês. A sala foi usada pela primeira vez na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em 2012; e depois, no ano passado, na Copa das Confederações e na Jornada Mundial da Juventude. A experiência anterior foi tão positiva que o coronel aviador Ary Rodrigues Bertolino, chefe do CGNA, informou que ao iniciar seu funcionamento, a sala tinha seis pessoas envolvidas, e agora engloba 28 pessoas.

A sala master vai operar ininterruptamente até o dia 20 de julho. Ela foi montada com a finalidade de evitar que a dinâmica dos aeroportos seja afetada durante a Copa. A unidade é comandada pelo brigadeiro Gustavo Adolfo Camargo de Oliveira, chefe de Operações do Departamento de Controle Aéreo, e conta com o chefe adjunto e cinco tenentes-coronéis que respondem, cada um, pelo espaço aéreo de grande área do Brasil. “Nós temos, na sala, sete oficiais para concentrar as informações e, junto aos demais órgãos, tendo algum problema, nos reunimos para mitigar o problema”. O coronel Bertolino esclareceu que a decisão é definida após todos os representantes serem ouvidos, com o objetivo de solucionar qualquer coisa que possa afetar a aviação nacional.

Segundo ele, a Aeronáutica tem duas preocupações importantes durante a Copa. Uma é sobre a questão meteorológica, de mau tempo, que possa vir a atingir os aeroportos, principalmente em questões de nevoeiro, no início do dia, como ocorreu hoje (5). Previsores de meteorologia trabalharão 24 horas por dia, monitorando os fenômenos do tempo para abastecer a sala com relatórios a cada 6 horas. “Havendo questões meteorológicas, nós vamos implementar o nosso plano de contingência, que já foi previamente elaborado com as empresas aéreas. Nós sabemos exatamente onde vamos colocar cada avião que vai para cada aeroporto, de acordo com a conveniência das empresas aéreas”, informou.

Outra preocupação é evitar o excesso de demanda. O planejamento feito pelo CGNA envolve a capacidade instalada e a demanda prevista. Bertolino explicou que se for observada a possibilidade de excesso de demanda, serão tomadas as medidas necessárias para que isso não ocorra. Todo o Brasil foi mapeado pelo CGNA, que tem na sala master a indicação dos locais de pouso das aeronaves, informou o coronel. Ele disse que o Rio de Janeiro é a área que menos preocupa.

“No Aeroporto do Galeão, temos capacidade de receber voos grandes, porque a Infraero está aplicando lá o conceito de hangaragem (estacionamento) a céu aberto, que é o mesmo conceito aplicado no Super Bowl (principal liga do futebol americano), onde você consegue fazer um adensamento de aeronaves”, segundo ele. Com isso, o Aeroporto do Galeão poderá receber até 500 aeronaves da aviação executiva, além da aviação regular que opera naquela unidade”. As 500 aeronaves poderão representar até 900 movimentos de deslocamento, que o Galeão tem capacidade para absorver, garantiu Bertolino. Além dessas duas atividades, a sala vai acompanhar os voos das seleções e dos chefes de Estado, de modo a prover sua segurança nos aeroportos.

Ary Bertolino admitiu que o CGNA trabalha também com a possibilidade de violação do espaço aéreo brasileiro durante a Copa. Para evitar que isso ocorra, as aeronaves de defesa aérea voarão em sistema de alerta, em horários especificados no planejamento, dependendo da fase dos jogos. Na abertura da competição, os voos serão feitos três horas antes do início do jogo e quatro horas depois; durante a fase de grupos, uma hora antes e três horas após o início; nos jogos eliminatórios, uma hora antes e quatro horas depois; e na final, três horas antes e quatro horas depois do começo da partida.

O coronel salientou a visualização que a sala master oferece de tudo que voa, no Brasil e em parte do Oceano Atlântico. “Isso equivale a 22 milhões de quilômetros quadrados”, enfatizou. Para isso, a sala conta com dois softwares (programas de computador): um de defesa aérea e outro de gerenciamento do fluxo aéreo, que é o Sigma (Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos), desenvolvido por empresa nacional, “que nos permite visualizar tudo que está ocorrendo”. Os softwares possibilitam, por exemplo, que o CGNA selecione uma determinada aeronave e acompanhe todo o voo, em tempo real, além de ter informações meteorológicas, de demanda versus capacidade, de inoperança e de balanceamento de aeroportos.

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Ele destacou ainda que a sala master representa um trabalho integrado, onde as informações são centralizadas no local, mas disponibilizadas para todos os participantes. A sala estará fisicamente localizada no Rio de Janeiro, mas de lá a Aeronáutica poderá controlar diariamente não só o Brasil, mas todos os países da América do Sul, por meio de acordo. “Isso vale para a aviação geral e também para a aviação regular”. Acordo com o mesmo objetivo foi firmado com os Estados Unidos e países da Europa.

A sala reúne representantes dos órgãos de governo vinculados aos aeroportos brasileiros; das companhias aéreas nacionais; da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata na sigla em inglês), que congrega 49 empresas; dos novos concessionários dos terminais de Guarulhos, Campinas e Brasília; da Petrobras, em função da questão do combustível; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), devido a questões ambientais referentes aos aeroportos; e do Ministério das Relações Exteriores, que tratará da chegada e saída dos chefes de Estado que necessitam de aparato especial. O CGNA tem células em Brasília, Curitiba, Manaus, São Paulo e no Recife, além do Rio de Janeiro.

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