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Sem nova proposta do Metrô, paralisação deve continuar até domingo Como alternativa à greve, os metroviários propuseram novamente a abertura das catracas à população e o desconto do dia de trabalho dos funcionários

Agência Brasil

Publicação: 06/06/2014 19:57 Atualização: 06/06/2014 21:26

A Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo manteve nesta sexta-feira (6/6), em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a última proposta de reajuste salarial feita aos metroviários, de 8,7%, índice apresentado ontem (5/6). Os mediadores do TRT chegaram a propor que a empresa apresentasse um aumento de, ao menos, 9%. O Metrô, no entanto, não aceitou.

A paralisação deverá perdurar, pelo menos, até o próximo domingo, quando está marcado o julgamento do dissídio da greve, às 10h, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Os mediadores propuseram então que, se fosse dado aumento de 8,8%, a participação nos lucros e resultados (PLR) fosse dividida igualmente entre os empregados, uma das reivindicações dos metroviários. A empresa negou novamente.

Os metroviários afirmaram, no início da sessão, que poderiam reduzir o pedido de reajuste de 12,2%, apresentado ontem, desde que houvesse avanço na proposta da empresa. Esta foi a quinta reunião de conciliação entre as partes que terminou sem acordo. Sem nova proposta, as chances são mínimas de a assembleia dos trabalhadores, marcada para a noite de hoje, decidir pelo encerramento da greve.

Ontem, o TRT havia decidido que a fase de conciliação estava encerrada e que o julgamento do discídio coletivo caberia à Justiça. A pedido das partes, hoje, nova reunião foi marcada. O julgamento está pré-agendado para o próximo domingo, às 10 horas.

O maior entrave na negociação é o índice de reajuste. O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Metroviários de São Paulo pedia, inicialmente, 35,47% de aumento. O valor foi, então reduzido para 16,5% e, na última audiência, para 12,2%. O Metrô ofereceu 5,2%; 7,98% e, finalmente, 8,7%.

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Como alternativa à greve, os metroviários propuseram novamente a abertura das catracas à população e o desconto do dia de trabalho dos funcionários. A empresa, no entanto, negou, alegando que o Metrô não pode abrir mão da receita, por se tratar de recursos públicos. Para tanto, seria necessário uma processo legislativo.

Por decisão da Justiça, 100% os metroviários estão obrigados a, mesmo em greve, trabalhar nos horários de pico e 70% nos demais períodos. A decisão é questionada pelos trabalhadores. O Metrô informou que o número de pessoas transportadas ontem foi o equivalente a 25% do que registrado em um dia normal.

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