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Rei Juan Carlos preside sua última cerimônia militar na Espanha Nesta semana, Juan Carlos continuará cumprindo com sua agenda de chefe de Estado. No entanto, a transição já começou desde o anúncio feito pelo rei, em 2 de junho, de abdicar da Coroa

France Presse

Publicação: 08/06/2014 13:29 Atualização:

Madri - Poucos dias depois de anunciar sua abdicação, o rei Juan Carlos da Espanha presidiu neste domingo, (8/6), sua última cerimônia militar antes de ser substituído por seu filho Felipe, que se prepara para chegar ao trono num momento em que muitos espanhóis colocam a monarquia em xeque.

O rei, de 76 anos, presidiu, vestido com um uniforme caqui e apoiado em uma bengala, uma cerimônia em "homenagem aos que deram sua vida pela Espanha", por ocasião do dia das Forças Armadas em Madri.

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Atrás das barreiras de segurança centenas de pessoas seguravam a bandeira espanhola, vermelha e amarela.

Nesta semana, Juan Carlos continuará cumprindo com sua agenda de chefe de Estado. No entanto, a transição já começou desde o anúncio feito pelo rei, em 2 de junho, de abdicar da Coroa deixando seu filho à frente de um país em crise que duvida da monarquia, questionada pelos escândalos.

Uma situação complexa que se refletiu em uma pesquisa, publicada pelo jornal El País, segundo a qual a maioria dos espanhóis é a favor de convocar no futuro um referendo sobre a monarquia, embora a metade deles siga apoiando esta instituição.

Cerca de 62% das pessoas ouvidas nos dias 4 e 5 de junho são a favor de convocar "em algum momento" um referendo para decidir se a Espanha conserva a monarquia ou volta a ser uma república.

Mas se tiverem que se pronunciar, 49% dos espanhóis escolheriam uma monarquia com Felipe como rei, contra 36% que optariam por uma república, indica a pesquisa.

A segunda república espanhola, proclamada em abril de 1931, acabou em 1939 com a instauração da ditadura franquista depois de três anos de guerra civil. Após a morte de Francisco Franco, no dia 20 de novembro de 1975, a monarquia foi restaurada.

Desde então Juan Carlos conseguiu se legitimar dirigindo uma transição até a aprovação, em 1978 por referendo, da Constituição democrática.

Mas muitos jovens, que não viveram aquela época e são as maiores vítimas do desemprego no país, colocam em xeque a função da monarquia atualmente.

Desde a divulgação da notícia da abdicação, dezenas de milhares de opositores à Coroa protestaram em diversas cidades espanholas pedindo um referendo.

No sábado ocorreram novas manifestações nas quais se dizia "Espanha, amanhã, será republicana!".

"Acredito que antes que nos imponham que deveremos seguir a monarquia, o povo tem que falar", afirmava Carmen Rodríguez, funcionária administrativa de 55 anos.

"Isso não é um 'não' à monarquia, mas um 'sim' a um referendo", acrescentava, considerando que a Espanha aceitou a figura de Juan Carlos em 1975 "porque vinha de uma ditadura onde havia muita repressão e muito medo".

Até o momento, Felipe era o único membro da Casa Real que resistia à queda da popularidade da instituição. Mas Felipe VI agora terá que demonstrar sua legitimidade.

Segundo a programação, será proclamado no dia 19 de junho ante o Parlamento em uma cerimonia laica e sem convidados estrangeiros.
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