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Reunião termina sem acordo; metroviários de SP continuam em greve Foram 42 trabalhadores demitidos e não 60, como o Metrô informou mais cedo

Publicação: 09/06/2014 18:48 Atualização: 09/06/2014 18:54

Nada de acordo entre o Metrô e funcionários. Participaram da reunião na noite desta segunda-feira (9/6) o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes; o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco e representantes do Sindicato dos Metroviários.

Foram 42 trabalhadores demitidos e não 60, como o Metrô informou mais cedo. A greve começou na última quarta-feira (4/6) e atrapalha a vida de vários trabalhadores que dependem deste meio de transporte.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira que mais metroviários podem ser demitidos, se não for encerrada a greve da categoria. De manhã, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos anunciou o desligamento de 60 funcionários.
“Na medida em que a greve foi declarada abusiva, se as pessoas não voltam a trabalhar, o metrô não pode funcionar, e elas precisam ser desligadas, e por justa causa”, ressaltou Alckmin, após evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

O governador descartou a possibilidade de reversão das demissões já efetuadas. “Os que foram demitidos não foram em razão só da greve, foi em razão de outros fatos. Mas isso, o Metrô falará oportunamente”, acrescentou Alckmin. ressaltando que 43% dos metroviários já retornaram ao trabalho.

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Ele disse que não pretende continuar negociando com a categoria. “A discussão já ocorreu e já foi encerrada. O Tribunal Regional do Trabalho [TRT] estabeleceu a abusividade da greve, estabeleceu, inclusive, penalidade para o sindicato. E ele [TRT] estabeleceu o dissídio e adotou exatamente a proposta do Metrô”, ressaltou o governador, ao lembrar o aumento de 8,7% concedido aos trabalhadores.

A greve dos metroviários entrou nesta segunda-feira no quinto dia. Duas das cinco linhas do sistema operam parcialmente: a Linha 1 - Azul funciona entre as estações Jabaquara e Luz. A Linha 3 - Vermelha opera da Penha a Marechal Deodoro.

Nesse domingo (8/6), o TRT da 2ª Região considerou a greve abusiva e determinou o fim do movimento. O tribunal estipulou multa de R$ 500 mil por dia no caso de descumprimento do retorno ao trabalho. Além disso, o sindicato dos metroviários recebeu um multa de R$ 100 mil pelos dias em que houve paralisação por desrespeitar os limites mínimos de funcionamento determinados em liminar judicial.

A Justiça havia decidido que o sistema deveria operar com 100% da capacidade nos horários de pico e com 70% fora desse período. Na ocasião, o sindicato avaliou que respeitar a decisão tornaria inviável o movimento de paralisação. Os metroviários devem fazer nova assembleia ainda hoje para decidir sobre os rumos da greve.

(Com informações da Agência Brasil
)

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Nilo Teixeira
A população merece respeito. Os usuários merecem respeito. Está na hora de um dirigente ter coragem e não admitir chantagem de sindicalistas. O Estado não pode sempre ficar no prejuízo. | Denuncie |

Autor: Horst Mohn
Governador, pense bem! Faltam três dias para o início da Copa do Mundo, no superfaturado estádio privado do Corinthians, ao qual chega um dos ramais do metrô, a linha 3, e o sr. insiste em não negociar? Que belo cartão de visitas para os turistas que forem a SP assistir À abertura da Copa! | Denuncie |

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