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Professores fazem panfletagem no Rio para conscientizar população A Secretaria Estadual de Educação informou que 218 professores não compareceram às escolas nesta segunda-feira e eles terão o ponto cortado

Agência Brasil

Publicação: 09/06/2014 18:50 Atualização:

Em greve há 28 dias, os professores das redes estadual e municipal de ensino do Rio de Janeiro fizeram ato nesta segunda-feira (9/6), na Candelária, centro da capital fluminense, para informar a população sobre os problemas enfrentados diariamente pela categoria nas escolas e creches. Durante o encontro, os professores fizeram panfletagem e aproveitaram para reivindicar o direito de negociação com a prefeitura e o governo do estado.

Nesta terça-feira (10/6), os profissionais de educação farão ato simbólico de doação de sangue, batizado de “Eu vou doar meu sangue pela educação”, no Instituto Estadual de Hematologia Arthur Siqueira de Cavalcanti (Hemorio) ou no Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para a coordenadora-geral do Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), Marta Moraes, esses atos servem para conscientizar a população sobre o descaso dos governantes com o ensino público.

“Queremos conversar com a população, dialogar e denunciar os problemas que encontramos nas escolas. Encontramos sempre muita receptividade, tanto que quando passamos hoje pelo Centro Cultural Banco do Brasil, fomos aplaudidos por pessoas que passavam pelo lugar. Todos os nossos atos têm como objetivo explicar à população o porquê da greve e cobrar negociação dos governantes”, disse.

Na próxima quinta-feira (12/6), dia da abertura da Copa do Mundo, os docentes se reunirão às 10h, na Candelária, para mais um ato unificado, cobrando negociações. As duas redes de ensino reivindicam reajuste salarial de 20%, redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais e um terço da carga horária para o planejamento de aula. Na sexta-feira (13/6), a categoria agendou assembleia no Club Municipal, na Tijuca, zona norte da cidade, para decidir os rumos da paralisação.

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“A continuidade da greve só ocorre porque tanto prefeitura como governo estadual não se mostram receptivos à negociação”, afirmou Marta Moraes, acrescentando que até o momento, a presidenta do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Leila Mariano, não marcou a audiência conciliatória entre os professores e o governo. Segundo a coordenadora do Sepe, na semana passada a desembargadora se comprometeu a marcar a reunião até o dia 10 (amanhã).

A Secretaria Estadual de Educação informou, em nota, que 218 professores não compareceram às escolas hoje, e eles terão o ponto cortado. Já a Secretaria Municipal de Educação afirmou que todas as escolas e creches continuam funcionando normalmente.

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