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Analistas apontam roubos e greves como maiores ameaças à Copa do Mundo Segundo o levantamento, em São Paulo, "existe uma alta probabilidade de distúrbios e de vandalismo relacionados aos protestos durante o Mundial", ainda que o risco de ser assaltado em plena rua no centro da cidade seja ""eve"

France Presse

Publicação: 09/06/2014 20:11 Atualização:

Roubos e greves são as principais ameaças para as cidades-sede do Mundial 2014, afirmaram analistas econômicos da empresa IHS, nesta terça-feira.

A consultoria disse ter estudado os riscos físicos para os visitantes, assim como as restrições em matéria de transportes e o tumultuado cenário econômico e político do país na atualidade.

Segundo a IHS, o Brasil gastou US$ 840 milhões para garantir a segurança durante a Copa, cinco vezes mais do que o montante investido pela África do Sul em 2010. Cerca de 170.000 agentes de segurança serão mobilizados para o evento.

"As autoridades brasileiras investiram fortemente em equipes de defesa e de segurança para enfrentar uma ampla gama de desafios nas 12 cidades-sede", explicou o chefe do Serviço de Análise de Riscos da América Latina, Laurence Allan.

Os sindicatos se tornaram a principal dor de cabeça para o governo brasileiro, avalia a IHS, destacando que, desde que os lixeiros cariocas conseguiram um forte aumento salarial depois de uma greve, outras categorias decidiram adotar ações semelhantes.

Em Belo Horizonte, Natal, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, o risco de roubos e de protestos nas ruas é muito grande. No caso do Rio, "furtos e roubos com violência são a maior ameaça que os visitantes enfrentam", segundo a IHS.

Em São Paulo, "existe uma alta probabilidade de distúrbios e de vandalismo relacionados aos protestos durante o Mundial", ainda que o risco de ser assaltado em plena rua no centro da cidade seja "leve".

Já Fortaleza, Porto Alegre e Salvador são as cidades onde há mais chances de uma pessoa sofrer uma agressão, principalmente sendo vítima de assalto.

Fortaleza é a sétima cidade mais perigosa do mundo, de acordo com o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes.

No caso de Salvador, a cidade é conhecida "pela violência nas ruas e pelos roubos" durante o Carnaval - um risco que, segundo a consultoria, agora se estenderia ao Mundial.

Em Porto Alegre, a ameaça vem pela presença das "barras bravas" argentinos, dada a proximidade entre a capital gaúcha e o país vizinho.

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Brasília, Cuiabá, Curitiba e Manaus também apresentam um risco grande de roubos e brigas, acrescentou a IHS. "É certo que haverá protestos em muitas das cidades-sede", acrescentou Allan, lembrando que as autoridades instalaram postos de comando e de controle que permitem "ocupar áreas com forças de segurança", se for preciso.

Os especialistas ressaltaram, porém, que "os organizadores (dos protestos) continuam sendo capazes de coordenar manifestações simultâneas em vários estados, e que os Black Bloc anarquistas enfrentaram a polícia".

"Se as forças de segurança brasileiras se excederem, poderemos ver um aumento do risco de uma escalada dos protestos", concluíram os analistas.

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