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Esquema de segurança da Copa do Mundo inclui Força de Contingência Segundo o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas o Brasil está preparado, em termos gerais, para enfrentar qualquer dificuldade

Agência Brasil

Publicação: 10/06/2014 18:48 Atualização:

O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, apresentou nesta terça-feira (10/6), no Centro Aberto de Midia (CAM), no Forte de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, o esquema montado para as áreas de segurança e defesa da Copa do Mundo. Ele disse que o Brasil está preparado, em termos gerais, para enfrentar qualquer dificuldade, e assegurou que a integração entre defesa e Segurança Pública, assessorada pela área de inteligência, "está pronta para qualquer problema”.

Segundo ele, o esquema vem sendo montado desde 2011 nesses setores, integrando os ministérios da Justiça e da Defesa e a Casa Civil da Presidência da República, com assessoria da Agência Brasileira de Informações (Abin) na área de inteligência. “Todo o trabalho de segurança é baseado no apoio da inteligência”, contou.

Em cada cidade com jogos da Copa foi montado um Comitê Extraordinário de Segurança Integrada Regional (Cesir) e haverá a Força de Contingência, que conta com o emprego de 36 helicópteros espalhados pelas 12 cidades. Segundo o general, ela estará pronta para atuar em qualquer problema, principalmente no entorno dos estádios, mas isso só ocorrerá em caso de solicitação do governador local.

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“A tropa estará pronta para auxiliar as polícias militares (PMs). Quem tem a missão de reprimir assuntos de Segurança Pública é a PM. No caso de atuação desta força [de Contingência] terá que ter um pedido do governador à presidenta da República, que determinará ao ministro da Defesa que atue. Neste caso, teremos uma situação de GLO [Garantia da Lei e da Ordem] naquela área pré-determinada, solicitada pelo governador. Quem vai assumir toda a área de Segurança Pública e de Defesa será o general responsável pela cidade", explicou.

O Cesir é composto pelo secretário de Segurança, pelo general, almirante ou brigadeiro na área de Defesa, responsável pelo estado, e pelo superintendente da Polícia Federal (PF) no estado. No Rio de Janeiro haverá, ainda, um integrante do Corpo de Bombeiros e um da prefeitura. “Ele [Cesir] que assessorará o governador quanto à necessidade de solicitar tropas federais da Força de Contingência”, disse.

O general informou que a preocupação com as cidades não se restringe às sedes dos jogos, mas se estende a três estados onde estão instalados centros de treinamento das delegações da Grécia, em Sergipe; de Gana, em Alagoas; e da Austrália e de Camarões, no Espírito Santo. “Diferentemente da Copa das Confederações, as delegações não ficam nas cidades dos jogos. A maioria fica fora, e normalmente não ficam nos próprios estados. A escolha foi de cada país, onde deverá ficar”, esclareceu.

Para o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, houve um ganho significativo para o Brasil na preparação do esquema de defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DQBRN). “Nós praticamente não tínhamos nada. O legado foi muito grande, e hoje, em todas as cidades-sede dos jogos, temos um grupo especializado, pronto, inclusive com equipes dentro dos estádios para atuar com os órgãos de Segurança Pública e o Ministério da Saúde, em qualquer lugar, se necessário”. Ele comentou que não acredita em uma ação coordenada, mas é preciso se prevenir, inclusive, para o caso de alguém atuar solitariamente com equipamento químico.

A prevenção de combate ao terrorismo está centralizada na área das forças especiais em trabalho integrado com a PF e a Abin. O setor de cibernética ficou a cargo do Exército, que fará a segurança das redes. “Isso já aconteceu na Copa das Confederações e teve grande sucesso”, analisou.

Quanto à Defesa Aérea, ele informou que existem horários específicos para sobrevoos nos estádios, e a coordenação está com a Aeronáutica. Na parte marítima e fluvial, como aconteceu na Copa das Confederações e na Jornada Mundial da Juventude, haverá navios na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Nas fronteiras, as atividades contaram com operações coordenadas pelo Estado-Maior das Forças Armadas e o Ministério da Justiça. Para evitar a chegada de drogas aos grandes centros do país, citou o exemplo da Operação Ágata, que reuniu 30 mil homens em 17 mil quilômetros de fronteirae, e em 20 dias apreendeu 36 toneladas de maconha. Citou ainda uma missão do Exército na fiscalização de explosivos: “Houve apreensões em torno de 21 toneladas de explosivos. Isso dificulta o pessoal que usa bananas de dinamite para arrombar os cofres”, revelou.

O general acrescentou que há um comando central em Brasília, com 12 coordenadores de área, 12 oficiais-generais, sendo nove generais do Exército, dois almirantes e um brigadeiro. Os dois almirantes são responsáveis por Natal e Salvador, o brigadeiro por Curitiba e os demais, pelo Exército, [nas demais cidades-sede]”, completou.

Foi montado ainda um esquema de defesa das estruturas estratégicas demandadas pelos estádios. “São 170 estruturas estratégicas nas 12 cidades-sede. São subestações de energia, torres de transmissão, torres de telecomunicações. Todas as estruturas que o comitê achou importante proteger, nós faremos. O grande objetivo é que não aconteça nada com o estádio”, assegurou.

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