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Policia do Rio fecha bar e hotel por exploração sexual de crianças Os dois estabelecimentos ficam em frente ao local onde torcedores estão reunidos para assistir os jogos da Copa, na Praia de Copa Cabana

Agência Brasil

Publicação: 12/06/2014 15:59 Atualização:

A Polícia Civil do Rio de Janeiro fechou nesta quinta-feira (12/6) dois estabelecimentos comerciais que favoreciam a exploração sexual de crianças e adolescentes. O Bar Balcony e o Hotel Lido ficam na Praia de Copacabana em frente ao Fifa Fan Fest, onde torcedores se reúnem para assistir aos jogos da Copa do Mundo.

Investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente feitas no bar flagraram menores de idade negociando programas sexuais. Na última diligência, uma adolescente de 13 anos foi encontrada. Em circunstâncias anteriores, jovens de 15 e 17 anos foram identificadas pelos policiais. Segundo as investigações, a exploração se consumava no Hotel Lido, conhecido como Lidinho, próximo ao Balcony.

Em entrevista à Agencia Brasil, nessa quarta-feira (11/6), quando a decisão de lacrar o Balcony e o hotel foi dada pela Justica Estadual, o gerente do bar, Rodrigo Fuser, negou o agenciamento de adolescentes e de mulheres adultas.

"Temos seguranças aqui pegando a identidade de todo mundo; não deixamos menor entrar", disse Fuser. Segundo ele, jovens vítimas de exploração nas redondezas não são responsabilidade do bar. "A redondeza é problema da polícia, da guarda municipal, não nosso", declarou.

Nas cercanias, o Balcony era conhecido por atrair prostitutas adultas e por concentrar adolescentes para a prática da exploração. Um vigia da rua onde fica o bar, que preferiu não se identificar, disse que os programas variavam entre R$ 300 e R$ 500.

"Tem menina menor fazendo programa aqui com dois, três gringos. A gente presencia isso", revelou. Ele confirmou que o local também atrai o tráfico de drogas. Colocam a droga escondida na placa, no cano, em vários lugares, vem e pegam [para vender]".

A ação da polícia foi acompanhada pela Fundação para Infância e Adolescência. O assessor da presidência, Alexandre Nascimento, avalia que a ação deve servir de exemplo, e pode ser aplicada em outros lugares.

"Isso é resultado da mobilização nacional em torno do enfrentamento à exploracao sexual, que deu prioridade a essas investigações. Para fechar estabelecimentos como esses tem que ter indícios", ressaltou.

A Polícia Civil investiga a participação dos administradores do Balcony na exploração de jovens. "Nosso intuito é juntar a maior quantidade de provas para futura condenação e prisão dos envolvidos", disse o delegado Maia. A pena de prisão pode variar de quatro a 10 anos.

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