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Com greves e manifestações, Brasil declara aberta sua segunda Copa do Mundo Abertura do Mundial, nesta quinta-feira, foi marcada com protestos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília

Publicação: 12/06/2014 16:26 Atualização: 12/06/2014 16:29

Após sete anos de preparação, começou nesta quinta-feira (12/6) a Copa do Mundo no Brasil. Nunca a disputa de uma Mundial dividiu tanto o país. A atuação da Seleção Brasileira não é alvo das críticas, mas sim os gastos do governo com o evento.

Na Praça do Relógio, em Taguatinga/DF, manifestantes se concentram com faixas de protesto. Para impedi-los de acessar o Taguaparque, a Tropa de Choque da Polícia Militar do DF está posicionada na Quadra C1, próxima ao local da Fan Fest da Fifa. Motoristas enfrentam trânsito intenso na EPTG, no sentido Taguaparque, e na Avenida Dom Bosco, em direção à Ponte JK, entre as QIs 12 e 19 do Lago Sul. Apesar de vagões lotados de torcedores que se dirigem para a festa da Fifa no local, a equipe do Correio percorreu trajeto de metrô da estação Central até a praça do Relógio, em Taguatinga, em 35 minutos.

Em São Paulo, às 10h, manifestantes já protestavam contra gastos da Copa do Mundo na Zona Leste. A manifestação ganhou nome de Grande Ato 12 de junho Não vai ter Copa. Pelo Facebook, mais de 10 mil pessoas confirmaram a participação. A pauta dos manifestantes é ampla e contempla itens como elitização do futebol, remoção das famílias por causa da Copa, exploração sexual infantil e as obras incompletas de mobilidade urbana.

Para conter o avanço dos manifestantes, que queriam chegar à Radial Leste, principal via de ligação entre o Centro de São Paulo e a Zona Leste, onde fica o estádio Itaquerão, a polícia fez barreira e usou bombas. Em consequência, duas jornalistas da emissora americana CNN, Shasta Darlington e Barbara Arvanitidis, ficaram feridas. A primeira sofreu um pequeno corte no braço e segunda foi atingida no pulso. Darlington usou o Twitter para agradecer aos manifestantes pela ajuda: "Obrigado a @WyreDavies e ao cordão de manifestantes que ajudaram a nossa @Arvanb01 depois que fomos atingidas por uma bomba no protesto".

Em nota, a Polícia Militar de São Paulo disse que agiu para impedir que "baderneiros fechassem a Avenida Radial Leste, o que afetaria o direito de ir e vir de milhares de pessoas, inclusive aquelas que vão assistir a abertura da Copa do Mundo". Os manifestantes de São Paulo chegaram a depredar e atear fogo em placas e orelhões da Zona Leste, próximo a um posto de gasolina.

Na capital paulista, militares do Exército reforçam a segurança das estações. Apenas a estação Arthur Alvim apresentou problemas técnicos. Devido ao protesto, no entanto, duas estações da Linha Vermelha estão fechadas e contam com a presença da Tropa de Choque da Polícia Militar. Um jovem foi detido dentro do metrô. Metroviários de São Paulo também manifestaram na porta do sindicato da categoria, em Tatuapé. Eles reivindicavam contra a Copa do Mundo e a demissão de 42 funcionários da empresa. Segundo Polícia Militar, o protesto foi Pacífico.

 

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Já no Rio de Janeiro, após princípio de confusão, a polícia prendeu manifestantes no bairro da Lapa. No local, integrantes do Sindicato dos Professores do Rio faziam protesto. Policiais usaram spray de pimenta para dispersar pessoas e deram tiros com balas de borracha. Ao todo, cerca de mil pessoas, incluindo black blocs, protestavam no Centro da cidade. Uma manifestante chegou a ser detida, mas escapou dos policiais e trocou de roupa para não ser reconhecida. Mais cedo, algumas pessoas subiram nos arcos da Lapa, onde ergueram uma faixa com palavras contra a realização da Copa no Brasil.

Os aeroviários no Rio de Janeiro, que estão em greve, chegaram a bloquear as faixas da avenida Vinte de Janeiro, mas por volta das 10h liberaram o trânsito. Ainda assim, o deslocamento até o aeroporto do Galeão seguia intenso. Muitos passageiros perderam o voo por conta da paralisação. Em Natal, rodoviários também fazem greve por aumento salarial. Segundo a prefeitura, a previsão é de que 60 mil turistas precisem do serviço durante a Copa. Em Belo Horizonte, diversos grupos de manifestantes ocupam à Praça Sete.

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Participam da cobertura: Marcos Paulo Lima, Braitner Moreira, Felipe Sefrin, Flávia Maia, Gustavo Marcondes, Rafael Campos, Mirelle Pinheiro, Fred Bottrel, Diego Abreu, Paula Bittar, Saulo Araújo, Kelly Almeida e Ana Letícia Leão

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