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Técnicos da Seap-Rio se mobilizam por plano de cargos e carreira Segundo a presidenta da Assap, Lúcia Lutz, os profissionais lutam por um plano há muitos anos, sem sucesso.

Publicação: 16/06/2014 19:02 Atualização:

Técnicos de saúde da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) - médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas - fizeram manifestação na tarde desta segunda-feira(16/6) em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro. Eles pediam reunião com o governador Luiz Fernando Pezão para cobrar o envio imediato à Assembleia Legislativa (Alerj) do plano de cargos, carreira e salários da categoria. Cerca de 50 pessoas participaram do ato, de acordo com a Associação dos Servidores de Saúde e Assistência Penitenciária (Assap).

Segundo a presidenta da Assap, Lúcia Lutz, os profissionais lutam por um plano há muitos anos, sem sucesso. “Não temos um aumento salarial há muito tempo. Quando a Seap foi criada, muitos profissionais - como da segurança, por exemplo - receberam vários benefícios, conseguiram o plano de carreira. Nós não temos um enquadramento. Temos urgência que isso seja levado para votação na Alerj, porque depois do dia 3 de julho o plano não poderá mais ser votado por estarmos em ano eleitoral. Se isso acontecer, perderemos mais um ano”, disse.

De acordo com dados da associação, atualmente apenas cerca de 600 técnicos de assistência penitenciária atendem a carcerária do estado do Rio, que tem 36 mil detentos. Para Lúcia Lutz, os trabalhadores de saúde da Seap merecem mais respeito e atenção, já que a Justiça depende de laudos feitos por esses profissionais para tomar decisões em relação aos detentos.

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“ Já fomos atendidos pelo chefe de gabinete da Casa Civil, pela chefe de gabinete do governador, e eles prometeram uma reunião para conseguir uma definição para nós. Até agora não tivemos retorno de nada. Temos que dar conta da parte jurídica, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais; tem que dar laudos para diversas coisas, até mesmo visita íntima. O sistema penitenciário funciona muito por conta dos técnicos”, disse.

A Seap informou, em nota, que “os técnicos da área de saúde estão buscando, através de reivindicações, ter um plano de cargos e salários”. Segundo a secretaria, apenas inspetores de Segurança e Administração Penitenciária têm plano. Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão informou que não tem informações disponíveis no momento sobre o plano reivindicado pelos técnicos da Seap.

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