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Aplicativo contra violência infantil recebe 4 mil denúncias em um mês Lançado às vésperas da Copa para reforçar o combate à violência contra crianças e adolescentes, sistema viabilizou milhares de registros, com o apoio do Disque 100

Andre Shalders - Correio Braziliense

Publicação: 21/06/2014 07:00 Atualização: 20/06/2014 22:59

Um balanço parcial divulgado ontem pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência (SDH) aponta que cerca de 3,8 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes já foram registradas desde 18 de maio, quando a entidade e o órgão estatal lançaram o aplicativo gratuito Proteja Brasil, com o intuito de resguardar a integridade de meninos e meninas durante a Copa do Mundo. Além do software, já baixado por mais de 30 mil pessoas, os registros chegaram por meio do Disque 100 — canal telefônico do governo federal que centraliza denúncias de violações de direitos humanos.

Detalhes sobre os tipos de denúncias registradas só poderão ser divulgados, segundo o Unicef, na próxima semana. Mas, de acordo com a experiência em grandes eventos, como a Copa das Confederações e o carnaval deste ano, o trabalho infantil ocupará o topo da lista, que também conta com o abuso e a exploração sexual. A expectativa do Unicef é de que o número de downloads do aplicativo chegue a 50 mil até o fim da Copa do Mundo. “Outros países, como a Jamaica, o Irã e a República Dominicana, mostraram interesse na iniciativa brasileira e já pensam em criar sistemas parecidos”, conta a oficial de proteção do Unicef no Brasil, Fabiana Gorenstein.

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Assim como em outros tipos de violações de direitos humanos, a maioria dos maus-tratos contra meninos e meninas não é sequer denunciada no país, explica Fabiana. “Há muita subnotificação nos casos de violência contra crianças e adolescentes, e nas violações de direitos humanos em geral”, disse. “A nossa preocupação com esse aplicativo é garantir que as agressões recebam a devida apuração e que essas situações não sejam naturalizadas, vistas como algo aceitável. Fazemos um apelo a todas e a todos para que baixem o aplicativo. Esperamos que as pessoas nunca precisem usá-lo, mas, se constatarem uma situação de violência, que denunciem”, pediu Fabiana.

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