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Rose Marie Muraro reinventou a própria vida na trilha das lutas sociais Morre, aos 83 anos, escritora que ajudou a derrubar tabus nos anos 1970 e 1980. Ela sofria de um câncer na medula óssea

Publicação: 22/06/2014 07:45 Atualização:

Rose se tornou uma das mais aguerridas representantes do movimento feminista (	Reprodução)
Rose se tornou uma das mais aguerridas representantes do movimento feminista
A vida de Rose Marie Muraro, uma das mais influentes vozes do movimento feminista no Brasil, foi dramática do início ao fim. Nasceu praticamente cega e só recuperou plenamente a visão aos 66 anos depois de uma cirurgia. Aos 15, os pais morreram, de maneira abrupta e, em razão de divergências sobre a herança, ela renunciou complemente à fortuna de uma das famílias mais ricas do Brasil nos anos 1940.

Sob a inspiração de Dom Helder Câmara reinventou a própria vida na trilha das lutas sociais e se tornou uma das mais aguerridas representantes do movimento feminista. Rose Marie Muraro morreu ao meio-dia de ontem, aos 83 anos, em razão de uma parada cardiorrespiratória. Ela sofria com um câncer na medula óssea há cerca de 10 anos e, desde o dia 12 deste mês, estava internada.

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Rose Marie trabalhou com frei Leonardo Boff na editora Vozes durante as décadas de 1970 e 1980. Os dois escreveram livros e editaram obras fundamentais para dois movimentos de emancipação da América Latina: a teologia da libertação e o feminismo.

Em 1986, a dupla foi demitida sob a pressão do papa João Paulo II, uma vez que a editora Vozes é ligada à Igreja Católica. Segundo Rose Marie, em entrevista concedida a Ainá Vietro, o papa não gostou do livro Sexualidade da mulher brasileira. “Então como eu sabia que ele ia pedir minha cabeça, dei motivos e escrevi A erótica cristã, que é fazer um corpo erótico cristão, quer dizer, não usar mais a moralidade e sim a ética. Porque é imoral você estar num casamento que é feito só para o seu sofrimento e sofrimento de todos, e é ético você sair desse casamento para viver uma vida plena e dar aos outros uma vida plena”.

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Autor: Sonia Maria de Sá
Uma intelectual que dava dignidade as suas lutas e que como poucos soube mostrar as assimetrias nas relações de gênero. Uma bela figura humana que se junta a galeria de tantos outros como Ruth Cardoso, José Márcio Ayres. | Denuncie |

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