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Ambulantes apresentam abaixo-assinado pedindo retorno ao Mineirão O abaixo-assinado foi feito pela internet e recebeu em uma semana 11 mil assinaturas

Agência Brasil

Publicação: 23/06/2014 13:54 Atualização: 23/06/2014 13:59

A intenção é reforçar o apoio popular a um compromisso já firmado com a Secretaria Regional Pampulha, de que os ambulantes serão realocados após a Copa do Mundo e antes do Campeonato Brasileiro (Brendan Smialowsk/Reuters)
A intenção é reforçar o apoio popular a um compromisso já firmado com a Secretaria Regional Pampulha, de que os ambulantes serão realocados após a Copa do Mundo e antes do Campeonato Brasileiro


Ambulantes apresentaram na prefeitura de Belo Horizonte um abaixo-assinado pela volta das barraquinhas à área externa do Estádio Mineirão. De acordo com a Associação dos Barraqueiros da Área Externa do Mineirão (Abaem), cerca de 150 famílias foram prejudicadas diretamente e 400 indiretamente com a proibição das vendas. O abaixo-assinado foi feito pela internet e recebeu em uma semana 11 mil assinaturas.

A intenção é reforçar o apoio popular a um compromisso já firmado com a Secretaria Regional Pampulha, de que os ambulantes serão realocados após a Copa do Mundo e antes do Campeonato Brasileiro.

Os barraqueiros foram retirados do local em 2010, com a preparação para a Copa e quando o local passou a ser gerido pelo consórcio privado Minas Arena. Desde então foram feitos diversos acordos e reuniões para a volta dos comerciantes. "Eram três eventos por semana [no estádio], geravam muita renda. Era um tipo de economia solidária que funcionava, todos ganhavam um pouquinho ali", defende o integrante da Abaem Ernani Francisco Pererira.

Ele era barraqueiro, vendia sanduíche de pernil, churrasquinho, feijão tropeiro e bebidas nos arredores do estádio. Agora diz que não encontra emprego na Copa. "Nos prometeram trabalho na Copa como ambulantes, em telões pela cidade, fora da Fifa Fan Fest, e isso não foi feito", diz.

De acordo com a integrante do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa Amanda Medeiros, que acompanhou a entrega do abaixo-assinado, quando houve a remoção não foi considerado o impacto social para aqueles cuja renda dependia do comércio ao redor do estádio. "Atropelou-se a cultura do futebol mineiro. As barraquinhas fazem parte da cultura e foram relegadas, deixadas de lado em decorrência da Copa".

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Em nota, a Secretaria Regional Pampulha informa que vai viabilizar nos órgãos da prefeitura a alocação dos 96 barraqueiros cadastrados para trabalhar em dois locais no entorno do Mineirão: no acesso Norte (Avenida C com Avenida Abraão Caran) e no acesso Sul (Avenida Presidente Carlos Luz com Cel. Oscar Paschoal), após o término da Copa do Mundo.

"A previsão é de que quando reiniciarem os eventos esportivos no Mineirão, como o Campeonato Brasileiro e a Copa Brasil, esses trabalhadores já estejam atuando de acordo com as diretrizes do Código de Posturas Municipais, normas da Vigilância Sanitária e demais leis que regulamentam a ocupação do espaço público", diz a nota.

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