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Trabalhistas da construção civil da Grande Fortaleza deflagram greve Segundo o sidicalista, já ocorreram várias rodadas de negociação e houve consenso.

Agência Brasil

Publicação: 23/06/2014 18:26 Atualização: 23/06/2014 18:31

Trabalhadores da construção civil da Grande Fortaleza (CE) cruzaram os braços nesta segunda-feira (23/6), por tempo indeterminado. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil, vinculado à Conlutas, o aviso de paralisação já havia sido aprovado e comunicado no último dia 11, devido à recusa dos empresários do setor em negociar as reivindicações da categoria. De acordo com as entidades trabalhistas, a greve atingirá 14 municípios, além da capital cearense.

Operários de vários canteiros de obra interromperam os trabalhos pela manhã. A intenção era fazer uma passeata pela Avenida Beira-Mar, mas a polícia bloqueou a passagem dos grevistas, que, acompanhados de um carro de som, concentraram-se no cruzamento das avenidas Barão de Studart e Historiador Raimundo Girão – a uma quadra da orla. Policiais militares impediram que o ato fosse finalizado. Uma nova passeata foi agendada para amanhã (24/6).

“Amanhã, a luta continua. Queremos mostrar a real cara do trabalhador brasileiro aos turistas que lotaram Fortaleza”, declarou à Agência Brasil o diretor sindical Francisco Edneudo Braz da Silva, explicando que o movimento só não contou com mais operários porque, em virtude do jogo entre Brasil e Camarões hoje, muitas empresas não tiveram expediente.

Segundo o sidicalista, já ocorreram várias rodadas de negociação e houve consenso. “Os empresários não aceitam negociar nem mesmo a concessão do plano de saúde, mesmo a mortalidade do setor estando alta. Só este ano já perdemos sete companheiros em acidentes de trabalho.”

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Os trabalhadores pedem 15% de aumento salarial, mas, de acordo com o sindicato, os empresários oferecem 7,5%. A categoria também reivindica cesta básica de R$ 150; pagamento de hora-extra aos sábados; concessão de plano de saúde e de auxílio-creche. Os operários também cobram melhores condições de trabalho e que 5% das vagas existentes em cada canteiro de obra sejam destinadas à mulheres.

Devido ao jogo da seleção brasileira, a Agência Brasil não conseguiu falar com nenhum representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE).

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